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48709/06/2011 a 07/07/2011

Produção de materiais educativos por ONGs deve ser reconhecida e valorizada

O veto ao kit educativo anti-homofobia, produzido pela ECOS – Comunicação em Sexualidade, e a polêmica em torno do livro “Por uma vida melhor”, da Ação Educativa, trazem um debate importante: o reconhecimento de materiais produzidos por organizações não governamentais. A capacidade dessas organizações para a realização de trabalhos como esses e a iniciativa fundamental de fornecer materiais para a escola, por exemplo, devem ser fortalecidas.

 

Thais Gava, coordenadora de projeto da ECOS, afirma que é possível, sim, esse tipo de produção por parte das organizações: “Uma ONG pode produzir material qualificado para referência e distribuição”. Ela ainda salienta a importância de trazer o debate sobre o assunto, abrir espaço, para fortalecer esse papel.

 

O coordenador executivo do Instituto Papai, Ricardo Castro, também comenta: “É interessante ressaltar que essas produções vêm de acúmulos anteriores de produção de conhecimento”. O que vai diferenciar essas de outras produções é a intencionalidade das obras, segundo o coordenador.

 

A ECOS trabalha com produção de vídeos, boletins, áudios, livros, manuais, cartazes e folhetos. A organização também desenvolve projetos de formação continuada e capacitação para o trabalho em educação sexual. Na sua história de defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, em especial de adolescentes e jovens, o desenvolvimento dessa produção foi um processo, ligado à intenção de não restringir o debate para pesquisadores e especialistas, mas abri-lo para a sociedade e para quem é afetado pelo assunto de forma direta. “A ECOS começou a criar metodologias ao longo dos anos”, diz. Além disso, essas produções são validadas no trabalho cotidiano dos projetos. “É importante sempre pensar na avaliação e validação desses trabalhos”.

 

O Instituto Papai, que lida com temas relacionados à igualdade de direitos entre homens e mulheres, também produz cartilhas, vídeos, livros e material de campanha e participou ativamente da produção de um dos vídeos do kit anti-homofobia. A organização nasceu na Universidade Federal de Pernambuco, como extensão do departamento de Psicologia, e a produção de materiais e pesquisas é algo que acompanha a instituição desde então. Ricardo comenta ainda que há um estímulo à equipe como um todo nesse sentido e que a organização recebe freqüentemente grupos de pesquisadores, devido à interação com a UFPE.

 

Sobre as dificuldades enfrentadas, Ricardo comenta que normalmente a distribuição dos materiais é mais difícil e que o seu acesso é diferente. Muitas vezes eles são disponibilizados em outros formatos, para atingir um número maior de pessoas e instituições, gerando, inclusive, uma nova compreensão de autoria. Já Thais fortalece a perspectiva de caminhar para a consolidação dessas produções junto ao governo e à sociedade.

 

De forma parecida, a Ação Educativa fortaleceu a mesma iniciativa. Criada por um grupo de professores que trabalhava com educação para jovens e adultos, a organização sempre teve a preocupação com produção de material, tornando-a uma tradição que acompanha a instituição desde o princípio. Essa produção é realizada com bastante rigor, já que é preciso achar a linguagem certa, que dialogue com o educador e com o educando. “As ONGs têm conteúdos excelentes que precisam ser divulgados”, finaliza Vera Masagão, coordenadora geral da Ação Educativa.

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