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informes - ABONG

47017/08/2010 a 30/08/2010

Eleições 2010: é hora de fazer o debate

Faltam menos de dois meses para as eleições gerais de 2010 e, passada a euforia despertada pela Copa do Mundo, o país vai, aos poucos, entrando no clima eleitoral. O início das transmissões do horário gratuito nas cadeias de rádio e televisão, no dia 17 de agosto, marca a estréia pública de uma disputa que até então se cirscuncrevia aos partidos e às(aos) diretamente envolvidas(os) nesse universo. Agora chega o momento em que cada candidata(o), em tese, poderá apresentar e debater com a sociedade de forma mais ampla seus projetos de governo, prioridades, concepções de desenvolvimento etc.

 

Em tese, porque debates aprofundados sobre os diferentes rumos que cada candidata/o pretende dar à política econômica, o que fará em relação à carga tributária ou como implantará novos programas ligados à saúde e educação não costumam aparecer. As eleições se tornaram um jogo midiático em que só tem chance de se eleger quem aparece mais tempo na TV, seja para fazer denúncias, carregar crianças ou fazer “corpo a corpo” com a população.

Mas, quando se trata de política, as coisas se complicam. Boa parte das(os) candidatas(os), seja para presidente ou governador(a), tem o mesmo discurso. Todas(os) pretendem investir em educação, saúde, segurança, transporte público, saneamento, cultura, esportes. Também impera o discurso conservador, mesmo entre algumas(alguns) filiadas(os) a partidos ligados historicamente à esquerda: condenam as “invasões” de terra, a descriminalização do aborto, as uniões homoafetivas etc.

 

O debate político esvaziado, os discursos cada vez mais semelhantes – a dificuldade em identificar o que há de diferente em cada candidata(o), e o consequente desinteresse pela política tornam os pleitos cada vez mais despolitizados. A escolha acaba recaindo em critérios que nada tem a ver com a importância e seriedade do momento em que deveríamos discutir rumos para o país.

 

Cabe à sociedade civil investir no debate sobre as eleições e contribuir para aprofundá-lo. Neste sentido, a ABONG tem procurado construir uma plataforma política que expresse sua concepção de desenvolvimento para o Brasil, baseada em pontos como efetivação dos direitos humanos, fortalecimento da democracia e transformação do atual modelo calcado no consumo desenfreado em direção à construção de uma sociedade igualitária e sustentável.

 

Buscamos também construir este debate junto a outras organizações e redes das quais fazemos parte, no sentido de ampliar a discussão e incorporar as reflexões de segmentos que lutam nas mais variadas esferas. Esperamos que as organizações que pertencem ao campo da ABONG aproveitem o período eleitoral para pautar junto à sociedade e às(aos) candidatas(os) sua visão de país.

 

Por fim, seguimos participando da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político Brasileiro, que busca o aprofundamento da democracia a partir de cinco pilares básicos, que são: fortalecimento da democracia direta, fortalecimento da democracia participativa, aprimoramento da democracia representativa por meio do sistema eleitoral e dos partidos políticos, democratização da informação e da comunicação e democratização do Poder Judiciário.

 

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