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48904/08/2011 a 01/09/2011

Mulheres quebradeiras de coco em luta por terra, trabalho e preservação do meio ambiente

A Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais Quebradeiras de Coco Babaçu (AMTQC), do Município de São Luiz Gonzaga, no Maranhão, foi contemplada pelo Edital 2011 do Fundo Brasil de Direitos Humanos (FBDH) e receberá recursos para potencializar a organização institucional das quebradeiras de coco, além de fortalecer a luta contra a discriminação étnico-racial e pela conquista dos direitos sociais, ambientais e econômicos.

 

O objetivo do projeto é garantir o fortalecimento organizacional da entidade e do cooperativismo. Com os recursos, serão realizados um Encontro Regional de Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu de comunidades Tradicionais e Quilombolas; uma Audiência Pública no município de São Luís Gonzaga (MA); e reuniões de direção da associação, assembléias e visitas a comunidades. “A gente leva às comunidades a importância da associação, de se estar unido, lutando pelos objetivos das mulheres, pela preservação do meio ambiente e por políticas públicas”, afirma Antonia Dalva de Souza Silva, que mora em uma comunidade chamada Boa Esperança, em São Luís Gonzaga. Ela é quebradeira de coco, do grupo produtivo de Santana e uma das sócias fundadoras da AMTQC.

 

Dona Dalva, como é conhecida, ressalta que o projeto objetiva “informar as mulheres que estão muito distantes das entidades e organizações e não têm força para lutar. A missão é lutar por políticas públicas, preservar babaçuais e trabalhar a agricultura familiar, sem uso do agrotóxico”. A associação existe desde 2007, e surgiu da comissão de mulheres de um sindicato da cidade. “Éramos da secretaria de mulheres do sindicato, mulheres quebradeiras de coco, trabalhadoras rurais que moram no município”.

 

As principais atividades da AMTQC são de formação e geração de renda. “A gente tem grupos produtivos que ajudam na geração de renda”, explica dona Dalva. A associação visita comunidades que não recebem apoio organizativo para ajudar na “luta pela preservação do babaçu. Muitas comunidades têm pessoas que usam veneno, derrubam palmeiras, com uso excessivo de agrotóxicos, a gente fala para não deixar, porque se aceitar não teremos nosso meio de vida, que é o babaçu”.

 

Assim, considera a aprovação do projeto pelo FBDH de extrema importância, pois tais atividades estavam atrasadas em decorrência da falta de recursos. “Agora poderemos dar continuidade”. A entidade recebe também o apoio da Associação em Áreas de Assentamento do Maranhão (ASSEMA), que auxilia “em todas as atividades. Através dessa associação a gente já conseguiu muitas coisas, nos inserir em cinco comunidades, e fazer formação em saúde da mulher e violência doméstica contra a mulher”, exemplifica.

 

A ASSEMA assessorou na elaboração do projeto aprovado. E através do Programa de Organização de Mulheres, desenvolve um trabalho de articulação junto às famílias quebradeiras de coco babaçu, fortalecendo as organizações de mulheres a ela vinculadas e ao Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).

Já o Fundo Brasil de Direitos Humanos tem o objetivo de promover os direitos humanos no Brasil pelo fortalecimento de organizações da sociedade civil e de defensores e defensoras de direitos humanos com menor acesso às fontes tradicionais de recursos.

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