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informes - ABONG

46222/04/2010 a 5/05/2010

Livro sobre enchentes no Nordeste expõe fragilidade das cidades brasileiras

Fruto de parceria entre ABONG e Oxfam, publicação tem como objetivo divulgar a situação das famílias atingidas pelas chuvas no Maranhão, Piauí e Ceará

 

Entre os meses de abril e maio de 2009, as cidades de Arari e Trizidela do Vale (MA), Fortaleza (CE) e Teresina (PI) ficaram debaixo d’água. A temporada de chuvas, que começa em março na região, acontece todos os anos, mas, nem por isso, foram tomadas providências para que tempestades mais longas e fortes não causassem os estragos que causaram.

 

Famílias perderam tudo o que possuíam, crianças ficaram sem ir à escola, a população foi exposta a doenças, mas os mais prejudicados foram os(as) mais pobres, e ainda assim, Estado e autoridades insistem em afirmar que a culpa é exclusivamente da natureza.

 

Com o objetivo de expor as consequências das enchentes para a população dos três estados do Nordeste acima citados e chamar a atenção para a situação de vulnerabilidade em que vivem muitos(as) habitantes das cidades brasileiras, principalmente em regiões periféricas, a ABONG e a OXFAM, com apoio da organização Save the Children, publicaram o livro Enchentes no Nordeste Brasileiro, áreas de risco e moradias inseguras em Arari e Trizidela do Vale (Maranhão), Fortaleza (Ceará) e Teresina (Piauí).


O lançamento da publicação aconteceu em 30 de março, ao final do seminário Direito à moradia e áreas de risco, realizado pela associada da ABONG Cearah Periferia em comemoração aos seus 19 anos. O Seminário contou com três momentos: foi aberto com depoimentos de moradoras e moradores atingidos pelas enchentes de 2009, contou com a fala de representantes da prefeitura e Ministério Público, e em seguida com a fala de Raquel Rolnik, relatora especial da ONU para o Direito à Moradia.

 

Para Victor Arai, programme officer da OXFAM GB no Brasil, o livro traz visibilidade ao tema, já que desastres como esse acontecem em todo o país, mas a cobertura da mídia costuma ser maior nos casos ocorridos no Sul e Sudeste. “A publicação traz também informações sobre como ficou a situação das famílias alguns meses após as enchentes, já que a imprensa costuma cobrir apenas os primeiros dias”, afirma.

 

Segundo ele, há poucas iniciativas no Brasil que visem a prevenção e redução do impacto de desastres decorrentes de chuvas intensas. Falta uma política habitacional adequada ao grau de urbanização de nossas cidades, mapeamento das áreas de risco, preparação da população para agir em situações de emergência e outras medidas que poderiam evitar ou minimizar os efeitos dessas tragédias, que tem ocorrido com frequência nos últimos meses.

 

As enchentes de 2009 alagaram 138 dos 217 municípios do estado do Maranhão, deixando 141 mil desalojados(as) e 70 mil desabrigados(as). Dados da Defesa Civil maranhense apontam que 576.740 pessoas foram atingidas. No Ceará, mais de 25 mil pessoas ficaram desabrigadas e 40 mil desalojadas. A capital Fortaleza e outros 80 municípios decretaram estado de emergência. Mesmo assim, a atenção da mídia foi relativa. Victor acredita que isso se deve principalmente a duas questões. Segundo ele, o impacto é menor quando tragédias acometem os(as) mais pobres, além do fato de que enchentes causam principalmente perdas materiais, enquanto deslizamentos, como os ocorridos nas regiões Sudeste, devido ao relevo acidentado, provocam um maior número de mortes, despertando mais interesse por parte da imprensa.

 

A publicação Enchentes no Nordeste Brasileiro, áreas de risco e moradias inseguras em Arari e Trizidela do Vale (Maranhão), Fortaleza (Ceará) e Teresina (Piauí) está disponível para organizações e entidades interessadas. Para solicitá-la, a organização deve enviar um email para abong@abong.org.br, com dados de contato e endereço.

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