ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Pão Para o Mundo
  • REDES

    • Plebiscito Constituinte
informes - ABONG

4618/04/2010 a 21/04/2010

CI do Fórum Social Mundial discutirá o futuro da atividade

O Comitê Internacional do FSM está a caminho de uma reunião, que acontecerá de 4 a 7 de maio, no México, sobre o futuro da atividade. Organização, localidades e reflexão são alguns dos temas importantes a serem abordados, de acordo com membros do comitê.


“Minha avaliação é que estamos caminhando para fortalecer o FSM processo mais do que o FSM evento. Há sinais de ampliação da capilaridade do FSM por todos os continentes. Regiões estratégicas como o Oriente Médio, África do Sul, América Central e América Latina trazem a efetiva participação dos povos indígenas com a socialização do debate”, opina Aldalice Otterloo, integrante da diretoria executiva da ABONG.


Para Marti Olivella, Diretor de Nova, centro pela Inovação Social e membro do Conselho Internacional do FSM, o Fórum Social Mundial está vivo, como sugerem as recentes avaliações sobre os primeiros 10 anos, que invocam a necessidade de vias para seguir com o que tem sido feito até agora. Cita o sociólogo Boaventura de Souza Santos e as questões por ele colocadas na avaliação do último Fórum: “Como evitar a dilapidação das energias de transformação que o FSM gerou?”, “Como construir alianças transcontinentais entre os partidos e movimentos políticos com a convergência de agendas realistas para a realização de novas hegemonias?”, “Como fazer com que o mundo seja menos confortável para o capitalismo depredador? Talvez o FSM deva criar seu próprio FSM”.


Atuar sobre os responsáveis pela crise – Estados, grandes empresas, grandes fortunas, organismos internacionais...- a partir de nossas capacidades de não cooperar com o sistema (comprando ou deixando certos produtos, investindo ou não em certos bancos, trabalhar ou não em certas empresas), entre outras ações individuais, estão entre as soluções propostas por Boaventura.


No fim de março a ABONG promoveu um seminário sobre sustentabilidade. Nele, outras questões foram abordadas, como papel das ONGs e movimentos sociais neste tema: “Devemos articular um amplo leque de alianças entre movimentos sociais, ONGs, redes nacionais e internacionais e agências de cooperação comprometidas com as seguintes diretrizes:

 

-  Estruturar um bloco contra-hegemônico de poder que formule uma crítica implacável ao modelo de desenvolvimento que se baseia no uso intensivo dos recursos naturais, no consumo insustentável e no desperdício; transforme as alternativas construídas pela sociedade civil em políticas públicas; que fundamente sua utopia no respeito e valorização da diversidade cultural, na justiça sócio-ambiental, no combate a toda forma de discriminação, na construção e fortalecimento da democracia e no fim da exploração;

 

- Articular as pautas de lutas atualmente existentes com temas da atualidade, como: mudanças climáticas; integração  soberana e Bem Viver;

 

- Construir e fortalecer espaços coletivos que agreguem diferentes atores sociais do nosso campo, o qual precisa ser reconstruído e permanentemente atualizado;

Para isso é necessário intensificar as ações de comunicação sobre a identidade e atuação dessas organizações e movimentos que estão no campo dos direitos e prosseguir o debate da inter-relação Estado e sociedade civil no que se refere à autonomia e participação qualificada na construção da esfera pública.

 

De outro lado, articulações como ABONG e PAD estarão diante do grande desafio de intensificar a sua incidência política tanto nacional quanto internacionalmente. O desafio de tornar visível o Brasil real com suas riquezas e contradições, é colocar no centro o uso desastroso dos recursos naturais como o força agregadora e mobilizadora pela preservação da vida no planeta, usando a justiça socioambiental como um dos elementos estruturantes da renovação do seu campo político de ação.

lerler
  • PROJETOS

    • Novos paradigmas de desenvolvimento: pensar, propor, difundir

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - CEP: 01223-010 - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 19h

design amatraca