ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • CIVICUS
  • REDES

    • MCCE
informes - ABONG

49502/02/2012 a 01/03/2012

OPINIÃO - Rumo à Rio+20: por novos paradigmas civilizatórios e na defesa dos direitos e bens comuns

Porto Alegre e região metropolitana receberam, entre 24 e 29 de janeiro, o Fórum Social Temático 2012 (FST) – Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, em mais uma manifestação mundial de repúdio ao sistema político-econômico vigente. O evento foi uma etapa preparatória para a Cúpula dos Povos na Rio+20, e se caracterizou pela ampla contestação à “economia verde”, considerada uma nova face dos processos de mercantilização da natureza e mais um passo em direção ao esgotamento do planeta. A proposta de movimentos sociais e organizações da sociedade civil (OSCs) é unir os povos de todo o mundo na construção de pautas unitárias de ação política contra o modelo vigente do capitalismo econômico-financeiro, e de novos paradigmas civilizatórios, na relação com a Natureza, na defesa dos direitos e dos bens comuns.

 

O FST reuniu milhares de pessoas, oriundas de organizações e movimentos dos cinco continentes. Após a marcha inaugural do primeiro dia, ocorreram mais de 600 atividades autogestionadas. No terceiro dia, grupos temáticos foram realizados com o objetivo de promover convergências entre os movimentos e delinear propostas e ações. Nesse sentido, a Abong coordenou o encontro de diferentes redes internacionais de ONGs e movimentos, reunidas no Grupo Temático: Desenvolvimento e Diplomacia Não Governamental – Solidariedade e cooperação entre os povos: a sociedade civil internacional rumo à RIO+20. Neste evento, representantes de organizações de diversas partes do mundo (a exemplo da ALOP, da MESA, da Acción, do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs e da Plataforma de Organizações da Sociedade Civil de Madagascar) e também do governo federal brasileiro ressaltaram a importância da atuação das OSCs no plano internacional. Destacou-se como fundamental nos articularmos em espaços e processos não institucionalizados, na perspectiva de incidência nas instituições e nos mecanismos de governança global (leia aqui a descrição completa da atividade).

 

A iniciativa ocorreu no âmbito da Plataforma de Diálogos rumo à Rio+20 (http://dialogos2012.org/), que segue como espaço aberto para construção de nossa atuação na Cúpula dos Povos. Faz-se necessário compartilhar experiências e fortalecer a articulação de redes e plataformas da sociedade civil internacional nos fóruns de governança global, construindo coletivamente agendas comuns e ações articuladas na luta por justiça social e ambiental. O Grupo Temático seguirá suas atividades pela plataforma on-line e, por ele, será possível organizar ações políticas de âmbito internacional.

 

De forma geral, foi possível visibilizar a Abong no FST 2012, por meio de muitas de suas associadas, e de diversas atividades. Uma delas foi a oficina “Direitos para a sustentabilidade: fortalecendo o pilar social do desenvolvimento sustentável”, organizada em parceria com IBON International e Coalizão Popular pela Soberania Alimentar (Peoples Coalition on Food Sovereignty). Nela, houve um amplo diálogo entre OSCs e movimentos sociais de diferentes países: ressaltou-se a necessidade urgente de realizar uma campanha mundial contra a economia verde e por mudanças sistêmicas na economia global (leia aqui a descrição completa da atividade).

 

Vale ainda ressaltar a Assembléia dos Movimentos Sociais, que convocou todas as forças e atores populares a desenvolver ações de mobilização coordenadas em nível mundial. A declaração pede para que tomemos as ruas a partir do dia 5 de junho, numa grande jornada de mobilização global contra o capitalismo, a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns.

 

As OSCs, e entre elas as organizações do campo Abong, têm um papel importante a cumprir neste processo. As lutas contra a transposição do Rio São Francisco, contra a reforma do código florestal brasileiro, contra a construção das hidroelétricas e de usinas nucleares constituem algumas das iniciativas da sociedade civil brasileira em prol desse outro mundo, urgente e necessário. E há ainda muito mais: todas as lutas e ações voltadas para defesa dos direitos e bens comuns, para aprofundamento da democracia, fortalecimento da sociedade civil e valorização da diversidade humana inscrevem-se neste movimento planetário de justiça social e ambiental. Direitos sociais e ambientais são ligados intrinsecamente e são mutuamente dependentes.

 

Desta forma, o nosso maior desafio talvez seja ampliar o diálogo, reconstruir o campo de ação comum, recompor a agenda e criar consensos, para assim fortalecer nossos processos de organização e atuação, e reafirmar nossa legitimidade, com base nas experiências de impacto social em nível local, regional e global. Temos experiência histórica de construção compartilhada de novos paradigmas de desenvolvimento, de fortalecimento da democracia participativa e controle social das políticas públicas, na disseminação de uma cultura de respeito aos direitos econômicos, políticos, culturais, sociais e ambientais. É por este compartilhar e pela ação conjunta que poderemos contribuir com o amplo processo de emancipação e autodeterminação dos povos, reforçando a luta contra o capitalismo, rumo à Rio+20 e para além dela.

 

lerler
  • PROJETOS

    • Novos paradigmas de desenvolvimento: pensar, propor, difundir

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - Osasco- CEP: 01223-010 - São Paulo - SP - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda à sábado, das 9h às 19h

design amatraca