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49502/02/2012 a 01/03/2012

Experiência de organização do povo palestino inspirou revoluções no mundo árabe, afirmam lideranças

Os processos de organização do povo palestino e a luta contra as desigualdades sociais ganharam centralidade na mesa “Revoluções no mundo árabe”, realizada durante o Fórum Social Temático (FST) em Porto Alegre, em 25/1. No debate, militantes de diferentes partes do Norte da África e Oriente Médio destacaram que a transformação econômica, política e social é um processo que leva tempo, e a experiência do povo palestino na luta contra a ocupação israelense ajudou na organização das revoluções que aconteceram em países como Egito e Tunísia. “Os palestinos nos mostram que é possível dizer não”, afirmaram Hamouda Soubhi, do Fórum Social do Magreb, Ala Talbi, liderança na Tunísia, Refaat Sabbah, palestino do Fórum Mundial da Educação e Ahmed Aljardat, de movimento social da Palestina.

 

Hamouda Soubhi explica que o povo palestino possui mecanismos internos de organização de seus diferentes grupos, e isso ajuda na continuação da resistência. “Essas experiências estão documentadas por todo o mundo árabe. A Intifada continua viva”, destacou. O marroquino lembra que em 1987, no início da primeira Intifada, os estudantes voltaram logo cedo às suas vilas para informar a todas as pessoas que a resistência se iniciara. “Então gente de toda parte saiu às ruas para se manifestar pacificamente”. Isso foi possível por já estarem organizados/as.

 

Ahmed Aljardat enfatizou que a causa palestina é a mesma de todos os povos que lutam pela liberdade, justiça e contra o capitalismo. “Israel é parte do sistema capitalista na região. E a intifada nos países árabes ajuda na causa palestina, pois está cada vez mais difícil para Israel agir como antes. Nas manifestações que ocorreram no Iémen e no Egito, havia muitos cartazes em nosso apoio”, exemplifica.

 

Porém, o avanço do capitalismo ganhou centralidade na fala de Ala Talbi. O partido islâmico que saiu vitorioso nas eleições da Tunísia “está ligado à direita, a um bloco econômico liberal ainda mais perigoso que o anterior, da ditadura”. O governo atual, explica, não responde às questões colocadas pelos movimentos durante o processo revolucionário, que “teve por base a luta contra a desigualdade social”. Os conflitos entre os mais de 100 grupos de esquerda, no entanto, facilitaram o avanço da extrema direita no país. Para fazer frente a isso e dar continuidade ao processo revolucionário, que está “apenas no início”, afirmam todos, será fundamental fortalecer a sociedade civil pela participação de novos movimentos, como o de mulheres, e os já historicamente organizados.

 

Primavera não, revolução

 

As lideranças de diferentes partes do Norte da África e Oriente Médio que participaram do FST refutaram o uso do termo “Primavera Árabe” para se referir às revoltas na região. Eles se valeram das palavras “revolução” e “intifada” para genericamente caracterizar as lutas nos distintos países. A explicação é justamente pela oposição à ideia de espontaneismo a que a palavra primavera remete. Também o uso das redes sociais, muito valorizados pela mídia ocidental, foi caracterizado como importante, mas não central. Eles afirmam que as revoluções resultam de um longo processo de organização e articulação de diferentes grupos, como o de mulheres, pela transformação da realidade.

 

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