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informes - ABONG

46025/03/2010 a 6/04/2010

O desafio da sustentabilidade colocado para organizações e movimentos

Diferentes visões sobre sustentabilidade, conjuntura e identidade de ONGs e movimentos sociais deram o tom da primeira mesa do seminário ONGs e movimentos sociais, o desafio da sustentabilidade. O debate, realizado na manhã de quarta-feira, 17, contou com a participação de Marcia Ramos (MST), Marcelo Furtado (Greenpeace), Rafael Soares de Oliveira (Koinonia/ PAD) e Aldalice Otterloo (ABONG).

 

A discussão pautou o desafio da sobrevivência das organizações diante de um planeta com o tempo contado, de acordo com as mudanças climáticas: “A questão fundamental é entendermos que o mundo hoje tem de dez a vinte anos para fazer uma opção de mudança total na sua matriz energética, questão econômica, que é o grande problema. Sem isso, não teremos como continuar discutindo problema algum, não teremos tempo”, alertou Marcelo Furtado.

 

Furtado relatou dificuldades em discutir sustentabilidade com empresas como Shell e Petrobrás, já que as companhias fazem campanha de preservação de um lado e exploram de outro: “A China hoje está usando a África pra um processo de desenvolvimento que não é sustentável. Para o desenvolvimento, é justificável que se faça exploração? Sem olhar questões sociais, é justificável? E se o Brasil for pra lá? Ao invés da Shell explorando a Nigéria, é a Petrobrás explorando Angola. Qual a diferença?”

 

Com o desenvolvimento tem de vir à responsabilidade, o comprometimento, que faltam ao Brasil: “Quando o pré-sal estiver na sua produção média, no ano de 2020, 2030, o mundo vai estar numa situação climática extrema, e a gente não vai poder queimar esse petróleo. A quantidade de emissão que cada país poderá fazer vai ser reduzida e o Brasil vai ter compromisso de reduzir também”, afirmou Furtado.

 

Sentindo falta de importância entre a sociedade, outras instituições têm se esforçado para levar suas visões para o grande público: “O sentido sobre redução do consumo, os desafios, podem ser visto por mim de outra forma. Essa sensação de perda de relevância social é o que motiva uma discussão de sustentabilidade em relação ao futuro, para tentar dar um exemplo fora, mas que está bastante dentro, as igrejas – e suas atuais movimentações sobre o tema”, refletiu Rafael Soares de Oliveira.

 

Marcia Ramos fez um histórico do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que completa 26 anos de existência em 2010. Além de falar sobre as contradições sociais que forjaram a criação e crescimento do MST, ela deu exemplos de como a organização constrói sua sustentabilidade política e econômica. “No campo político, o MST conta com uma rede de apoios na sociedade civil, que chamamos de ‘amigos do Movimento’, com universidades e figuras públicas. Já no campo econômico, sobrevivemos com contribuições da base social do Movimento, que produz nos assentamentos e cooperativas, com auxílio da cooperação internacional e de ONGs. Também somos capazes de contribuir de forma solidária com nossas brigadas que atuam hoje em países como Paraguai, Haiti, Venezuela, Moçambique, Cuba e Guatemala”, contou.

 

Aldalice Otterloo, da ABONG, encerrou a mesa com um manifesto: “(...) superação da dicotomia entre a sociedade e natureza e a superação das relações desiguais de gênero, processo e etnia. Justiça socioambiental no combate de toda a forma de descriminação na construção e fortalecimento da democracia”. E algumas questões sobre divulgação dos trabalhos de movimentos e organizações sociais: “Como fortalecer a comunicação, sem obter o monopólio da mídia. Como dar visibilidade as nossas ações? Como fortalecer a mídia alternativa?

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