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informes - ABONG

4574/02/2010 a 17/02/2010

Atividades no Brasil marcam abertura do Fórum Social Mundial descentralizado em 2010

Municípios da Grande Porto Alegre e Salvador receberam atividades autogestionadas, mesas temáticas e um seminário de avaliação sobre os 10 anos do processo FS.

 

Em 2010, o processo de construção do Fórum Social Mundial comemora dez anos. Sua primeira edição foi realizada no ano 2000, em Porto Alegre, reunindo movimentos e indivíduos dispostos a discutir e construir um outro mundo possível.

 

Após cinco edições na capital do Rio Grande do Sul e também em Mumbai, Nairóbi, Belém, além de outras descentralizadas, partiu-se para a necessidade de avaliar o que foi construído ao longo desse período. Fazer essa avaliação foi o intuito da atividade FSM 10 anos Grande Porto Alegre, que contou também com mais de quinhentas atividades autogestionadas, algumas delas organizadas por associadas da ABONG, realizadas em sete cidades gaúchas entre os dias 25 e 29 de janeiro. Este evento e um seminário temático realizado entre os dias 29 e 31 em Salvador marcaram o início do processo neste ano de FSM descentralizado.

 

Grande Porto Alegre

Aldalice Otterloo, integrante da diretoria executiva da ABONG, participou da abertura oficial do FSM Grande Porto Alegre e acompanhou algumas atividades ao longo da semana. Durante a mesa, Aldalice fez uma avaliação da última edição centralizada do Fórum, em Belém, ressaltando a mobilização da sociedade civil e dos movimentos sociais e a colocação da Amazônia no centro do debate a partir do protagonismo de seus povos. Segundo ela, entre os desdobramentos do FSM Belém está a discussão de temas como o Bom Viver e a Crise Civilizatória.

 

Além de Aldalice, participaram do debate o representante do governo federal, o secretário de articulação social, Wagner Caetano; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ivar Pavan (PT); o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça; a representante da Abong e do Fórum Social Mundial 2009, Aldalice Otterloo; o representante do FSM 2011 no continente Africano, Taoufik Ben Abdallah; e os prefeitos das cidades da região metropolitana que participaram do Fórum.

 

Em seguida, houve a abertura do Seminário Internacional 10 Anos Depois: Desafios e propostas para um outro mundo possível, que reuniu mais de 70 intelectuais e dirigentes sociais do mundo todo – muitos dos quais integraram o processo de criação e construção do Fórum Social Mundial (FSM) nos últimos dez anos. Entre os temas debatidos estiveram a economia, questão ambiental, conjunturas política e social, bem viver, organização do Estado e novo ordenamento mundial, além de uma mesa dedicada ao próximo evento centralizado, o FSM Dakar 2011.

 

Para Aldalice, as falas procuraram identificar acertos e equívocos dos 10 anos de FSM. Ela ressaltou as considerações de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que apontaram para a dificuldade em criar síntese do processo e para a dispersão das propostas. Segundo Stedile, a crise mundial provocou dispersão no projeto político dos movimentos, que passam hoje por uma crise ideológica a partir do avanço do neoliberalismo e da direita na América Latina.

 

Lílian Celiberti, do Uruguai, chamou a atenção para o fato de que os movimentos e organizações que constroem o FSM não formam um bloco hegemônico, e que não basta que as diferentes culturas estejam contempladas, elas precisam dialogar. Assim, o Fórum não pode ser acima de tudo sexista, racista ou homofóbico.

 

Já Boaventura de Souza Santos, professor da Universidade de Coimbra, ressaltou que a atual conjuntura impõe não somente o “outro mundo possível”, mas o “outro mundo necessário e urgente”. Para ele, é preciso construir consensos nos diferentes segmentos, em um processo que vá além dos movimentos e que faça a denúncia do atual sistema insustentável em que vivemos.

 

Segundo Boaventura, o processo do FSM trouxe à tona que, apesar da ascensão econômica de parte da população mundial, a maioria ainda não é sujeito dos direitos humanos, apenas objeto. Para que isso aconteça, ele defende a descapitalização de vários elementos da esquerda que foram incorporados pela direita ao longo do tempo e a radicalização da democracia, um dos campos de atuação da ABONG.

 

A mesa que reuniu representantes dos Fóruns em diversos locais colocou que a atividade não pode se concentrar em uma cidade e deve lutar contra a violência e as guerras, além de construir alternativas de sociedade em que as pessoas sejam centrais.

 

Salvador

A capital baiana também foi sede de atividades do FSM descentralizado. Um seminário temático sobre a crise mundial e alternativas foi realizado com a presença de intelectuais e ativistas do Brasil e exterior. Entre os presentes estiveram Paul Singer, João Paulo Rodrigues, Ladislau Dowbor, Márcio Pochmann, Silvio Caccia Bava, Susan, Nilmário Miranda, Emiliano José, Clara Charf, José Luiz Del Royo (Itália), Franklin Oliveira Jr. e Lilian Celiberti (Uruguai).

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