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4574/02/2010 a 17/02/2010

4º Seminário sobre Políticas Sociais compõe programação do FSM 10 anos Grande Porto Alegre

A idéia de realizar um Seminário de Políticas Sociais nasceu no contexto de preparação do Fórum Social Mundial de 2002, em Porto Alegre. Um coletivo de entidades da sociedade civil ligadas a diversas áreas de atuação construiu a proposta e realizou o primeiro seminário trazendo intelectuais e militantes de várias partes do mundo que conduziram a reflexão fazendo um balanço e apontando perspectivas para o campo das políticas sociais.

 

Esta experiência se repetiu ainda em 2003 e 2005, acompanhando as mudanças no cenário brasileiro, latino-americano e mundial resultando também na publicação de materiais com subsídios para a discussão proposta. Este ano, o tema escolhido para o 4° Seminário de Políticas Sociais foi “O papel público das políticas sociais na garantia de direitos”, buscando enfocar o momento atual em que se percebe o abandono progressivo da idéia de um Estado mínimo e uma responsabilização crescente dos governos pela implantação e implementação das políticas sociais tendo em vista a necessidade de uma integração, agora sob outras bases, entre o poder público e as organizações da sociedade civil, avaliando e reconfigurando os papéis de ambos.

 

O Seminário reafirmou a necessidade das lutas garantidoras dos direitos à vida e, ao mesmo tempo, a importância da construção de uma mudança civilizatória. Participaram do Seminário mais de 900 pessoas. A programação contou com dois painéis. O primeiro falou sobre a retomada das concepções e marcas históricas das políticas sociais e contou com a presença de Silvio Caccia Bava e Helios Puig Gonzáles. Caccia Bava apresentou indicadores da realidade reveladora das inúmeras fragilidades das políticas sociais na contemporaneidade.

 

O segundo painel, que teve a participação de Boaventura de Sousa Santos e Marina Silva, problematizou a realidade contraditória e complexa, que apresenta desafios de lutas defensivas e ofensivas, garantindo direitos à vida em suas múltiplas dimensões e, ao mesmo tempo, apontando para uma mudança civilizatória urgente e necessária. Estas e outras questões apresentam-se em um contexto de democracia, que precisa ser democratizada.

 

Doutor em Sociologia do Direito pela Universidade de Yale, Boaventura de Souza Santos começou falando sobre o contexto da América do Sul na última década. ‘‘Este continente teve uma década auspiciosa, com exceção da Colômbia, que pode vir a ser um Israel da América do Sul’’ e arriscou previsões, embora dissesse que sociólogos não são bons no assunto. ‘‘Suspeito que a próxima década não seja tão brilhante e auspiciosa. Temos um novo governo de direita no Chile, não sabemos o que acontecerá com a Venezuela, há o apoio ao golpe de Estado nas Honduras. Esta década será mais exigente e tornará o Fórum Social Mundial ainda mais relevante do que foi até agora’’, salientou. Ele enfatizou a importância de radicalizar a democracia não somente na política, mas também nas famílias, nas fábricas, na rua, nas empresas. Em todos os lugares. “Para que isso seja possível, não podemos ter medo e desistir. Temos que ir até o fim para obtermos algum resultado”.

Fonte: Blog do Seminário de Políticas Sociais

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