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informes - ABONG

49803/05/2012 a 07/06/2012

Congresso aprova novo Código Florestal e sociedade civil se mobiliza pelo “Veta, Dilma”

Movimentos sociais, organizações da sociedade civil e milhões de brasileiros e brasileiras, que se manifestam dia-a-dia por meios de comunicação diversos, estão mobilizados para que a presidenta Dilma Rousseff cumpra sua promessa de campanha de não anistiar desmatadores e vete na íntegra o Novo Código Florestal, imposto à sociedade brasileira pela bancada ruralista do Congresso Nacional. Organizações associadas da Abong, Comissão Pastoral da Terra, pescadores/as, populações ribeirinhas, ambientalistas e mulheres da Via Campesina, dentre tantas outras entidades e movimentos, já manifestaram publicamente seus apelos à presidenta pelo veto. “Queremos veto integral, e já estamos nos mobilizando. Só neste final de semana em São Paulo serão três manifestações, e para o dia 20 de maio estamos organizando uma grande mobilização”, explica Beloyanis Bueno Monteiro, coordenador de mobilização da SOS Mata Atlântica e diretor regional da Abong-SP.

 

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, CPT, manifestou sua indignação por meio de uma carta pública (leia aqui), em que critica a sobreposição dos interesses do agronegócio aos da nação brasileira. Diante disso, a CPT espera que “a presidenta não compactue com a imposição da bancada ruralista e vete este texto. A natureza e o Brasil vão agradecer”.

 

Beloyanis ressalta a realização de várias pequenas manifestações pelo Brasil, nas ruas ou com o uso de redes sociais na Internet, para denunciar a omissão do governo brasileiro frente aos interesses dos ruralistas. “O governo não segurou sua base aliada, que votou em peso pela alteração do Código”. Frente a isso, Baloyanis afirma que será realizada uma mobilização na Rio + 20, e pede às pessoas “que realizem twittaços e mandem cartas para a presidenta, isto qualquer um pode fazer. Se não pressionarmos, o governo não fará nada” (para enviar uma mensagem eletrônica à presidenta, acesse aqui).

 

Se sancionado, o novo Código Florestal deve provocar modificações profundas no modo de vida das populações do campo e da cidade (leia aqui o texto “13 razões para o veto Total da PL 1876/99), devido ao aumento do desmatamento, alteração do equilíbrio ambiental e expulsão de povos nativos pela especulação, pois há disputas pelos territórios entre o capital financeiro e as comunidades tradicionais e trabalhadores rurais

 

No último editorial do Informes Abong (leia aqui), Raul Telles do Valle, do Instituto Socioambiental (ISA), lembra que, se o Novo Código for sancionado, “não teremos mais um instrumento legal para induzir a recomposição das áreas ilegalmente desmatadas. Estará praticamente tudo anistiado”, e projetos como “o da revitalização do São Francisco, por exemplo, serão para sempre interrompidos”. Além disso, este “prêmio à ilegalidade levará a mais ilegalidade, e seguramente as taxas de desmatamento ilegal voltarão a subir”.

 

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