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informes - ABONG

49906/06/2012 a 05/07/2012

Movimentos e organizações da sociedade civil promovem neste mês a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental

Entre 15 e 23 de junho, Movimentos sociais e organizações da sociedade civil de todo o mundo estarão reunidos no Rio de Janeiro para realizar a Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental, contra a mercantilização da vida e da natureza em defesa dos bens comuns. A Abong marcará presença pela organização de diferentes atividades, e também por meio de suas associadas, que estão programando uma série de eventos (na próxima semana, será enviado um boletim especial com a relação de atividades da Abong e suas associadas).

 

A Cúpula dos Povos acontece paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O evento da sociedade civil pretende apresentar um contraponto ao processo de mercantilização da natureza, expressa na proposta da economia verde. Marcelo Durão, dirigente nacional do MST e um dos representantes da Via Campesina na Cúpula dos Povos, lembra que o evento oficial “será um grande acordo entre chefes de Estado e grandes corporações, e as soluções para uma economia verde virão pelo mercado” (leia aqui matéria completa sobre o tema).

 

No último dia 28, a Cúpula divulgou em primeira mão a íntegra da mais recente versão do documento oficial da ONU para a Rio+20 (acesse aqui o documento). O texto, não publicado pelas Nações Unidas, resulta de uma rodada de negociações informais realizada no início de maio. De acordo com a antropóloga Iara Pietricovsky, do Instituto de Estudo Socioeconômicos (Inesc) e membro do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20, o documento expressa a “consolidação de uma tendência mais privatista do sistema global” (leia aqui a matéria da Agência Carta Maior).

 

A pauta prevista para a Rio+20 oficial – a “economia verde” e a institucionalidade global – é considerada insatisfatória para lidar com a crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo capitalistas. Em razão disso, o Grupo de Articulação Internacional do Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 divulgou em maio a nota O que está em jogo na Rio+20 - Pela unidade e a mobilização do povos, em defesa da vida e dos bens comuns, justiça social e ambiental contra a mercantilização da natureza e a “economia verde”. Nela, há uma crítica veemente ao processo de negociações em torno da conferência da ONU e rejeita-se o conceito de economia verde, considerada, “ao contrário do que o seu nome sugere”, uma “outra fase da acumulação capitalista. Nada na ‘economia verde’ questiona ou substitui a economia baseada no extrativismo de combustíveis fósseis, nem os seus padrões de consumo e produção industrial. Esta economia estende a economia exploradora das pessoas e do ambiente para novas áreas, alimentando assim o mito de que é possível o crescimento econômico infinito” (leia aqui o texto completo).

 

A verdadeira causa estrutural das múltiplas crises, aponta o texto, é o próprio capitalismo, “com suas formas clássicas e renovadas de dominação, que concentra a riqueza e produz desigualdades sociais, desemprego, violência contra o povo e a criminalização de quem os denuncia”.

 

E para enfrentar os desafios dessa crise sistêmica, a Cúpula dos Povos não será apenas um grande evento. Ela surge como parte de um amplo processo de acúmulos históricos das lutas locais, regionais e globais, que têm como marcos políticos a luta anticapitalista, classista, antirracista, antipatriarcal e anti-homofóbica.

 

É com este propósito que serão realizados, no Aterro do Flamengo, os grupos de discussão autogestionados, a Assembleia Permanente dos Povos e os Territórios do Futuro, espaços para organizações e movimentos sociais exporem, praticarem e dialogarem com a sociedade sobre suas experiências e projetos (acesse aqui a programação). A Assembleia Permanente dos Povos será, por sua vez, o principal fórum político da Cúpula, onde haverá a denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, bem como serão apresentadas soluções e novos paradigmas dos povos e estímulos a organizações e movimentos sociais para que se articulem nos processos de luta anticapitalista pós-Rio+20.

 

E 20 de junho será o Dia de Ação Global. Organizações e movimentos que fazem parte da Cúpula dos Povos estarão mobilizados em duas marchas: pela manhã, na Vila Autódromo – comunidade da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro ameaçada pelas obras das Olimpíadas. À tarde, a partir das 14h, no Centro da cidade, acontece a Marcha em Defesa dos Bens Comuns e Contra a Mercantilização da Vida. A concentração será na esquina da avenida Rio Branco com a avenida Presidente Vargas, na altura da Candelária.

 

Clique aqui para se inscrever na Cúpula dos Povos e contribuir com a realização do evento.

 

Programação

 

Confira aqui as atividades que comporão a Cúpula do dia 15 a 23 de junho.

 

Temas

 

A Cúpula dos Povos será estruturada em torno de três eixos principais: entenda quais são e por que são importantes.

 

O que está em jogo na Rio+20

 

Leia aqui o informe do Grupo de Articulação Internacionalizado da Cúpula dos Povos sobre os interesses por trás da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD).

 

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