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informes - ABONG

4535/11/2009 a 18/11/2009

Desenvolvimento versus meio ambiente – entrevista com Daltro Paiva

A difícil relação entre o desenvolvimento econômico e as políticas de proteção ao meio ambiente foi um dos temas abordados durante o Colóquio Brasil-França - Cooperação, solidariedade e democracia: a luta contra as desigualdades e exclusão.

 

Daltro Paiva, integrante da Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes, a APACC, organização associada à ABONG, debateu essas e outras questões no painel: Sustentabilidade ambiental, agroecologia, agricultura familiar e soberania alimentar.

 

Na entrevista abaixo, Daltro reflete sobre a colaboração do Colóquio para o avanço da discussão sobre sustentabilidade, soberania e desenvolvimento e aponta perspectivas para a cooperação entre entidades que trabalham com essas temáticas.

 

1. De que maneira o tema do colóquio "Cooperação, solidariedade e democracia: a luta contra as desigualdades e a exclusão" abordou a questão do meio ambiente e sua relação com o modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil atualmente?

 

O Colóquio expressou uma preocupação com o tema, mostrando que essa preocupação existe tanto no Brasil quanto no exterior. Outras atividades também têm expressado isso, como a Campanha TIC TAC, que faz pressão para a redução de emissões e o seminário da FASE, realizado recentemente sobre mecanismos de redução de emissão de poluentes e desmatamento. Não há como se omitir a abordar essa questão, principalmente às vésperas da COP 15.

 

Mas, durante o Colóquio ainda fomos tímidos. Às vésperas da COP 15 deve haver pressão do setor privado. As várias esferas de governo têm feito declarações em outro sentido como, por exemplo, a governadora do Pará, que aponta tanto o Brasil como a Amazônia como potências ambientais, no sentido de possibilidades de exploração.  Nesse sentido, o Colóquio se situou, mas não avançou. Em termos de cooperação. Acredito que deve ser levantada uma agenda.

 

Também deveríamos ter abordado questões exigentes para a sociedade civil, como, por exemplo, a produção de agrocombustíveis. Há diferentes posições sobre esse tema na sociedade. A redução do impacto ambiental que esses combustíveis proporcionam é discutível, além da pressão que existe por parte do governo sobre os agricultores familiares, para que passem a produzir para essa indústria sem discussão, o que traz implicações em vários sentidos. Não se trata apenas de geração de renda a curto prazo. Acredito que o Colóquio poderia ter tratado mais de temas mais candentes.

 

2. De que forma entidades estrangeiras, como Essor e Coordination Sud, podem apoiar organizações que atuam na área de meio ambiente e agricultura familiar no Brasil?

 

O apoio pode das entidades tem vindo por meio de parcerias em projetos de reflorestamento, no que chamamos de ações diretas ou ações em terreno. Mas, a cooperação internacional tem investido pouco no fortalecimento institucional das organizações. Houve uma mudança de ênfase, hoje há mais recursos para ações diretas e muito menos para o fortalecimento do desenvolvimento institucional. Acredito que deve haver mais investimento nos processos de desenvolvimento institucional e sustentabilidade em múltiplas dimensões.

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