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50005/07/2012 a 02/08/2012

Articulação D3 e ALOP promovem atividade sobre o papel das Organizações de Defesa de Direitos

A Abong  faz parte do Grupo de Referência da Articulação D3 e coordenou o painel, que destacou a importância de se construir uma agenda global de ações comuns.

 

A Articulação D3 – Diálogo, Direito e Democracia e a ALOP – Associação Latinoamericana de Organizações de Promoção – realizaram em 18/6 atividade na Cúpula dos Povos sobre o papel das organizações de defesa de direitos em países emergentes ou de renda média, onde persistem ainda grandes desigualdades e déficits democráticos. O evento, intitulado “O novo papel das organizações de defesa de direitos na promoção da justiça social e ambiental” contou com a participação de Virginia Dandan, Relatora independente da ONU para Direitos Humanos e Solidariedade Internacional e de Kumi Naidoo, Diretor Executivo do Greenpeace Internacional.

 

Naidoo iniciou sua exposição lembrando que as organizações da sociedade civil conquistaram nos últimos anos o acesso a espaços de incidência, e destacou que isso não tem significado “influência real” nos processos decisórios. Para enfrentar a resistência de “países do centro em democratizar suas ações”, é fundamental, portanto, aprender com os grupos informais que têm manifestado por todo o mundo suas insatisfações com decisões governamentais, assim como com os movimentos feministas, que sabem trabalhar de forma transversal suas ações, pautanto questões de classe, raça e gênero em uma mesma luta. “Nossa unidade não é tão forte. Precisamos enfocar em nossas concordâncias e trabalhar juntos. É momento de construir unidade nas ações”.

 

Em seguida, Nathalie Dupont, Relações Institucionais da Coordination SUD – França, expôs a experiência do Fórum Internacional das Plataformas Nacionais de ONGs (FIP) e dos exercícios de diplomacia não governamental. O FIP procura dar espaço e voz às ONGs para que atuem internacionalmente, com o objetivo de fortalecer a atuação política de seus integrantes e promover o diálogo entre atores da sociedade civil. Os exercícios de diplomacia não governamental são sua principal metodologia de atuação com organizações de diferentes países. Elas são as responsáveis pela execução dos exercícios, e com o FIP constroem posições comuns para atuação em nível global. Nathalie destacou, com base nessas experiências, que a linguagem da luta por direitos é um elemento comum, e um avanço da sociedade civil.

 

A atividade contou ainda com a participação de Virginia Dandan, Relatora independente da ONU para Direitos Humanos e Solidariedade Internacional, que também ressaltou a necessidade de atuarmos conjuntamente neste contexto de crise ambiental, na medida em que vivemos problemas comuns. “Ou vencemos juntos, ou perdemos todos”. Por isso é fundamental, para ela, construir ações conjuntas entre organizações da sociedade civil, governos e o setor privado.

 

Já Jorge Balbis, Secretário Executivo da ALOP, trouxe a experiência do Fúrum Aberto sobre Efetividade das OSCs, correlacionando-o a outros espaços de ações coletivas, como o Fórum Social Mundial e a dinâmica de participação em sindicatos e movimentos sociais, por exemplo. Para Balbis, é urgente uma ação conjunta contra a criminalização dos movimentos sociais e organizações da sociedade civil, além da criação de marcos normativos que promovam o acesso a recursos para garantir a sustentabilidade das organizações. Além disso, “temos de nos reinventar, encontrar novas formas de trabalho e aprender a conectar nossas ações locais, regionais e globais. Para isso, precisamos atuar conjuntamente e ocupar todos os espaços”.

 

Vera Masagão, da direção executiva da Abong e da Articulação D3, fez a coordenação e sistematização dos trabalhos realizados.

 

Mais informação sobre as organizações proponentes:

 

Articulação D3 Diálogo, Direito e Democracia reúne entidades interessadas em implementar estratégias conjuntas voltadas à sustentabilidade das organizações da sociedade civil, bem como aumentar a influência dessas organizações sobre políticas relacionadas às áreas onde atuam. Aberta à participação de organizações sociais de perfil diverso, a Articulação D3 desenvolve atividades a partir de um pool de instituições conhecidas como “grupo de referência”. Fazem parte desse núcleo a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), a Fundação Avina, a Fundação Kellogg, o Fundo Baobá para a Equidade Racial e o Instituto C&A. Em dois anos de existência, a Articulação D3 já acolheu cerca de 80 instituições em seus encontros.

 

A ALOP – Associação Latinoamericana de Organizações de Promoção ao Desenvolvimento é uma associação de ONGs provenientes de vinte países da América Latina e Caribe. Criada em 1979, constitui um dos esforços mais duradouros de integração regional entre organizações sociais. Entre suas finalidades estão a elaboração de propostas de desenvolvimento a partir das experiências de suas associadas, potencializar a efetividade das organizações da sociedade civil e seu diálogo com governos nos âmbitos nacional e internacional.

 

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