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50102/08/2012 a 06/09/2012

25 de julho – Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

O 25 de julho, marco internacional da luta e resistência da mulher negra, foi escolhido durante o I Encontro de Mulheres Negras Latino-americanas e Caribenhas, em 1992, para chamar atenção às demandas e necessidades nas vidas das mulheres negras da América Latina e Caribe.

 

Mas porque é preciso ter um dia da mulher negra? As Mulheres negras são as que mais são afetadas pelo preconceito e discriminação racial!

 

O Brasil é um país repleto de desigualdades decorrentes de questões regionais, étnico-raciais, etárias, de gênero e territoriais. O Racismo é uma das expressões mais fortes dessas desigualdades, atingindo em torno de 47% da população brasileira.

 

Em 2010 o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística calculou que no Brasil, somos, aproximadamente, 50 milhões de Mulheres Negras. Racismo, Preconceito e Discriminação estão presentes na Sociedade Brasileira e reforçam as desigualdades e exclusão das Mulheres Negras em vários setores – política, educação, saúde, cultura, trabalho, etc.

 

Segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde – essa discriminação resulta na taxa 6 vezes maior da mortalidade materna no grupo de Jovens, Meninas e Mulheres Negras em relação às Mulheres não Negras.

 

No Rio de Janeiro, as mulheres negras são a maioria entre as vítimas de homicídio doloso - e aquele em que há intenção de matar (55,2%), tentativa de homicídio (51%), lesão corporal (52,1%), além de estupro e atentado violento ao pudor (54%).

 

“Discriminação contra a mulher significa toda distinção, exclusão ou restrição baseada no sexo e que tenha por objeto o resultado de prejudicar ou anular o reconhecimento, gozo ou o exercício pela mulher, independente de seu estado civil, com base na igualdade do homem e da mulher, dos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos políticos, econômico, social, cultural e civil ou em qualquer outro campo” (Convenção da ONU/1979 sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher).

 

ONDE ESTÃO AS MULHERES NEGRAS NO MERCADO DE TRABALHO?

 

Você vê Jovens ou Mulheres Negras trabalhando como recepcionistas, vendedoras de shopings e/ou nos bancos da rede privada? Quantas vezes você já foi atendida /o por uma médica negra?

 

·O Racismo, no Brasil, empurra as Mulheres Negras para fora do Mercado de Trabalho Formal e é o pai da “boa aparência”, frequentemente, exigida no Mercado.

 

·No Mercado de Trabalho Formal ocupamos o último lugar na base da pirâmide dos indicadores sócio-econômicos – resultado: recebemos o menor salário do País (LAESER/2010).

 

·71% das mulheres negras estão nas ocupações precárias e informais, isso quer dizer, sem os direitos trabalhistas e previdenciários garantidos; contra 54% das mulheres brancas e 48% dos homens brancos (Dados DIEESE/SEADE, IBGE, IPEA).

 

·A pirâmide dos indicadores salariais que demonstra as desigualdades de Gênero e Raça aponta que o Homem Branco tem o maior salário ; depois, vem o salário da Mulher Branca; depois do Homem Negro e, por fim, o menor salário- Mulher Negra.

 

·Uma em cada quatro jovens negras brasileiras entre 15 e 24 anos não estuda ou não trabalha - o que corresponde a 25,3% dessa faixa da população. A taxa de mulheres negras que não trabalham ou não estudam é superior a das mulheres jovens em geral (23,1%), dos homens jovens (13,9%) e dos homens negros (18,8%) ( OIT, 2012).

 

·Quando comparamos a presença dos homens e mulheres negras no ensino superior, chegamos à conclusão que, mesmo as mulheres tendo maior presença nas universidades, elas sofrem mais com o desemprego do que os homens negros (DIEESE, 2007), que também sentem o preconceito racial da sociedade brasileira.

 

Assim, há a dupla exclusão dessas mulheres, racial/étnica e gênero.

 

Acesse aqui a versão em PDF

 

Fonte: CAMTRA

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