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informes - ABONG

50431/10/2012 a 06/12/2012

Projeto incentiva agricultura familiar e desenvolvimento coletivo

Em 1978, no dia 18 de maio, era fundado o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA), com o objetivo de incentivar e fortalecer a agricultura familiar através da colaboração para um maior protagonismo e autonomia do indivíduo e difusão de tecnologias acessíveis. Com atuação nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, suas ações são dividias entre cinco núcleos que, juntos, promovem um desenvolvimento rural solidário e sustentável. Fazem parte dos projetos promovidos pela CAPA, principalmente, os pequenos agricultores, povos indígenas, assentados da reforma agrária, comunidades quilombolas e pescadores artesanais.

 

Os/as agricultores/as assessorados/as tem um importante suporte na organização e realização do comércio através de duas cooperativas, sendo elas a Cooperfas e a Cooperbiorga. Dessa forma, o/a consumidor/a também é contemplado/a com a garantia de um produto saudável e de origem confiável. As ações da CAPA têm em geral longo prazo, assegurando a sustentabilidade individual do agricultor e inserindo-o em um desenvolvimento coletivo.

 

Entre seus principais projetos está a Promoção e Educação para a Saúde, que visa oferecer conhecimentos em saúde, com o uso de plantas medicinais e recursos locais, além de uma educação alimentar nutricional. Ele está dividido em quatro programas, sendo eles: Desenvolvimento Local Sustentável; Agroecologia, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional; O Papel e o Protagonismo das Mulheres e dos Jovens; e Construção e Circulação do Conhecimento e Desenvolvimento Institucional. Para Ingrid Margarete Giesel, engenheira agrônoma e coordenadora da CAPA em Erexim, os espaços servem para “divulgar a agroecologia como um instrumento da transformação social e quebra de paradigmas, levando a comunidade escolar a refletir sobre as diferentes formas de produção de alimentos, levando em conta os aspectos econômicos, sociais, ambientais e da saúde”.

 

A agricultura familiar é um importante modelo de combate à fome. De acordo com Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o cooperativismo também auxilia na criação de empregos e diversificação dos alimentos. A divisão de renda é outro fator importante, sobretudo no Brasil, onde 47% das pessoas que estão abaixo da linha da pobreza estão no campo. No Rio Grande do Sul, 107 mil (35%), das 307 mil pessoas que vivem em situação de pobreza extrema são do meio rural.

 

Ingrid Margarete explica como a CAPA auxilia os/as agricultores/as: “Estimulando a diversificação da produção de alimentos e da biodiversidade, viabilização das agroindústrias de pequeno porte e a conversão das unidades de produção familiar, garantindo a comercialização com preço justo, dinamizando a economia local e regional”. Dessa forma, trabalhar junto ao agricultor é também trabalhar com a comunidade em geral, utilizando a solidariedade e cooperativismo como meios para atingir o bem comum.

 

Há importantes parcerias com os governos federal, estaduais e municipais, além de outros movimentos e entidades civis, como escolas, universidades e o Movimento das Mulheres Camponesas. Por atuar em diferentes regiões e, consequentemente, diferentes ecossistemas, a troca de experiências e conhecimentos é um importante fator para garantir o sucesso dos projetos. Atuando coletivamente, as  reivindicações políticas e sociais ganham ainda mais força diante das pressões externas ou da incapacidade do governo.

 

Ingrid ainda ressalta o respeito religioso na CAPA, não restringindo o acesso aos projetos: “O CAPA é um setor de trabalho da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB sem distinção religiosa, fins lucrativos e partidários, e durante todos esses anos o trabalho tem contemplado todas as pessoas, independente da confessionalidade religiosa”. Além disso, o espaço “deve contemplar a estruturação de pequenos comércios locais e industriais, o crescimento cultural e em sabedoria que promovam a auto-estima e a alegria de viver. Isto pressupõe a mudança de comportamento e das relações entre as pessoas, que devem se basear na solidariedade, na confiança, no respeito e na valorização da diversidade e das relações entre gerações, gênero, raça e etnia”.

 

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