ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Instituto C&A
  • REDES

    • MCCE
informes - ABONG

5067/2/2013 a 7/3/2013

Organizações e movimentos sociais manifestam solidariedade ao povo palestino

Entre 28/11 e 1/12, a cidade de Porto Alegre, Brasil, recebeu o Fórum Social Mundial Palestina Livre, um encontro global que teve por objetivo mostrar a força da solidariedade internacional ao povo palestino e das ações que visam promover a justiça e a paz na região. Para ativistas presentes, o Fórum tem um valor simbólico de solidariedade e mobilização internacional por medidas concretas em favor do povo palestino.

 

A Marcha de Abertura foi realizada em 29/11, Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Estiveram presentes mais de dez mil pessoas, que marcharam desde o centro da cidade rumo à Usina do Gasômetro, às margens do rio Guaíba. Em protesto contra a ocupação israelense em territórios palestinos, ativistas carregavam bandeiras e cartazes, com denúncias contra a violência sofrida pelos palestinos.

 

No mesmo dia, em Nova York, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) concedia à Palestina o status de Estado observador, com 138 votos favoráveis, nove votos contrários e 41 abstenções. Até então, a representação da Palestina na ONU se dava pela Organização para Libertação da Palestina (OLP), com status de entidade observadora. Participantes do Fórum souberam da aprovação enquanto a marcha estava em curso, o que levou a muitas manifestações de apoio e a reafirmação de que a Palestina tem de ser livre e soberana em seu território.

 

Para a presidenta da Campanha de Libertação dos Cárceres Israelenses, Abla Sa’adat, a aprovação é resultado concreto da luta do povo palestino, e “o reconhecimento do Estado palestino fortalece outras resoluções sobre a questão”. Com o novo status, a Palestina pode integrar órgãos das Nações Unidas, mas sem direito a voto. A luta agora é pela garantia da Palestina como membro pleno.

 

Nesse sentido, o Fórum contribuiu com o objetivo de promover ações efetivas que contribuam para assegurar a autodeterminação palestina e a criação de um Estado Palestino com Jerusalém como capital, além do respeito aos direitos humanos e ao direito internacional. São reivindicações das entidades que compuseram o Fórum: “acabar com a ocupação israelense e a colonização de todas as terras árabes e derrubar o muro; assegurar os direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de Israel à plena igualdade; e implementar, proteger e promover os direitos dos refugiados palestinos de retornar a seus lares e propriedades, como estipula a resolução da ONU 194″.

 

Manifestações das crianças


Durante o Fórum, em 30/11, crianças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil realizaram um ato em solidariedade às crianças palestinas. Alunas de uma escola do movimento, as crianças declamaram poesias, cantaram músicas e entregaram camisetas, cartas e desenhos. O material foi produzido por crianças do MST de todo o Brasil, e será enviado às crianças palestinas que estão detidas nas prisões israelenses. Abla Sa’adat agradeceu o apoio e deu destaque à iniciativa: “é um gesto que pode parecer pequeno, mas que significa muito para nós”. Em retribuição, a escola recebeu como presente uma bandeira da Palestina. Atualmente, há cerca de 250 crianças e adolescentes em prisões israelenses, submetidas às mesmas condições de adultos.

 

Boicote


O principal destaque da Assembleia dos Movimentos Sociais, no último dia do Fórum, foi o chamado à campanha de boicote contra Israel. A ideia surgiu em 2005, quando organizações palestinas propuseram uma campanha para que os países implantem um boicote semelhante ao promovido contra o regime de apartheid na África do Sul. A campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções a Israel (BDS) engloba o Estado Israelense e empresas cúmplices das violações dos direitos humanos e internacionais, e instituições culturais e acadêmicas israelenses que são coniventes com a ocupação. A proposta é que as sanções pressionem Israel a atender as demandas do povo palestino.

 

De acordo com as informações disponibilizadas durante o Fórum, atualmente oito milhões de palestinos estão refugiados em outros países, dos quais cerca de 4,7 milhões vivem em campos de refugiados. Um dos países mais envolvidos com a campanha é justamente a África do Sul. Os movimentos sociais e sindicais lutam para que o governo de seu país rotule e retire do mercado sul-africano produtos oriundos de territórios ocupados por forças israelenses. Na academia, a Universidade de Johanesburgo suspendeu em 2011 o acordo de cooperação e intercâmbio com a Universidade Ben Gurion, devido à ligação entre as instituições de ensino de Israel e a ocupação.

 

Com informações do Jornal Brasil de Fato

 

lerler
  • PROJETOS

    • Agenda 2030

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - CEP: 01223-010 - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 19h

design amatraca