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5067/2/2013 a 7/3/2013

O Fórum Social Mundial 2013 tornará Túnis a capital da solidariedade

Por Damien Hazard, Coordenador da Associação Vida Brasil, Co-diretor executivo da ABONG – Associação Brasileira de ONGs, Membro do Conselho Internacional do FSM.


Depois de Belém (Brasil) em 2009 e Dacar (Senegal) em 2011, é a primeira vez que a edição mundial do Fórum Social Mundial (FSM) acontece num país árabe. O tema será “dignidade”.

 

Há dois anos, a região é o palco de levantes populares e de transformações políticas. Quatro ditaduras já caíram, começando na própria Tunísia com a derrubada do regime de Ben Ali em janeiro de 2011. E muitos países continuam a lutar contra as ditaduras. Organizações que tiveram um papel motor nesses processos revolucionários integram a organização do Fórum Social Mundial, que será em Túnis, capital da Tunísia, nos dias 26 a 30 de março de 2013.

A edição do FSM 2013 em um país árabe será uma oportunidade para fortalecer as articulações com esses novos movimentos surgidos nos últimos anos em oposição à lógica do capitalismo mundial, em esta como em outras partes do mundo.

 

Criado em 2001 em Porto Alegre, o FSM, segundo sua Carta de Princípios, é “um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de idéias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo, e estão empenhadas na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra”.

 

É com esse propósito que, no decorrer do tempo, o FSM tornou-se o maior processo de articulação mundial da sociedade civil. Nem por isso configurou-se como uma entidade ou uma organização, e não pretende até hoje ser representativo da sociedade civil mundial. Apenas se propõe “a facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo”.

 

Para muitas organizações, a participação no FSM dá sentido às ações e lutas locais, inserindo-as e qualificando-as numa perspectiva e numa intervenção global.

 

O FSM pretende debater a situação mundial e preparar as mobilizações sobre as questões essenciais que afetam a humanidade. Para enfrentar o contexto de crise financeira, econômica, alimentar e ambiental, devem ser traçados novos paradigmas de desenvolvimento para o planeta, que vão muito além das falsas soluções defendidas na Rio+20 pela maior parte do governos sob a denominação de “economia verde”, e denunciados de forma extremamente contundente na Cúpula dos Povos, evento paralelo da sociedade civil.

 

Para além da crítica, o FSM se vê desafiado em ampliar sua capacidade de propor e disseminar alternativas viáveis de desenvolvimento com justiça social e ambiental. Assim como nas edições anteriores ou na Cúpula dos Povos, os processos de convergência serão fundamentais. Por esta razão, agrupamentos de atividades e organizações já serão incentivados a partir de 15 de dezembro de 2012, após o fechamento das inscrições de atividades, até os meados de fevereiro de 2013.

 

Para aquelas e aqueles que não poderão viajar para Tunísia, a organização do FSM prevê várias formas de participação à distância, um processo denominado “Túnis estendido”. Será possível acompanhar atividades em Túnis e fazer suas contribuições através de transmissão por internet, ou ainda organizar atividades em alguma parte do mundo interagindo com o público do FSM.

 

A construção do evento segue um ritmo acelerado, com a mobilização de pessoas e organizações de todo planeta.

 

Para os movimentos, organizações e militantes de um outro mundo possível e necessário, espalhados pelos continentes, já está na hora de virar-se e olhar para Tunísia. Túnis será a próxima capital da globalização solidária!

 

Texto produzido especialmente para o primeiro boletim do Fórum Interacional das Plataformas Nacionais de ONGs (FIP) - http://www.ong-ngo.org/pt

 

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