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informes - ABONG

5067/2/2013 a 7/3/2013

Tunisianos debatem revoluções no mundo árabe em atividade da Abong

Com o objetivo de refletir sobre a participação de organizações da sociedade civil na governança global e nos processos de mobilização e luta popular em diferentes partes do mundo, a Abong promoveu, durante a Feira ONG Brasil, o debate “O papel das organizações da sociedade civil na construção de uma cidadania planetária”. A atividade fez parte da programação do 1º Fórum Brasileiro de Redes, Organizações e Ativistas de Defesa de Direitos, promovido pela Abong em 7/12, em São Paulo, SP, e contou com a presença de ativistas e professores tunisianos parceiros de um projeto de cooperação Sul-Sul da Abong, patrocinado pela Fondation de France, em parceria com o Fórum Tunisiano por Direitos Econômicos e Sociais (FTDES).

 

Habib Ayeb, professor das Universidades Paris VI e X e da Universidade americana do Cairo (Egito), debateu as revoluções ocorridas no mundo árabe desde 2011, com enfoque na tunisiana. Ayeb é franco-tunisiano e realiza pesquisas sobre as dinâmicas de desenvolvimento dos países árabes, especialmente no que diz respeito aos movimentos de democratização e a relação entre acesso a recursos naturais e causas da pobreza.

 

Para ele, afirmar que a revolução foi um “movimento de jovens”, uma “primavera”, organizada pelo Facebook, é um “insulto à memória coletiva tunisiana”. Ayeb destacou que, desde 2008, a Tunísia vive “um processo de luta social, caracterizado pela realização de greves em 2008, 2009, 2010 e 2011, e que se tornou uma luta política”. Hoje, os movimentos estão em “pleno debate sobre os rumos da revolução”, com tarefas prementes tais como o destino de recursos e água para monoculturas de exportação e a concentração de riqueza nas regiões Norte e Leste do País. “A esquerda tunisiana também não conhece as regiões marginalizadas, organizou-se para as eleições imaginando que todos nela votariam necessariamente. Mas não discute a questão social como deveria”.

 

Na sequência, Alaa Talbi, diretor de projetos do Fórum Tunisiano de Direitos Econômicos e Sociais (FTDES), aprofundou a reflexão sobre a relevância dos movimentos sociais na Tunísia hoje e compartilhou a experiência de planejamento e construção do próximo Fórum Social Mundial (FSM), que será realizado em 2013 na cidade de Túnis. Talbi é membro do comitê de organização do FSM e do Fórum de Mídias Livres, e coordenou projetos ligados a direitos dos migrantes e à transparência pública.

 

Ele também destacou o caráter processual da revolução, lembrando a organização, em 2004, de uma greve de mulheres operárias. “O movimento sindical organizava as lutas e é até hoje mais avançado que os partidos. Tanto que a esquerda organizou as eleições, mas a direita saiu vitoriosa, com um programa liberal, que ameaça a vida das pessoas marginalizadas”. Talbi concorda que os partidos de esquerda desconhecem a realidade das regiões mais marginalizadas do país. Para ele, o desafio é articular melhor a relação entre luta social e política. “Isso será abordado no FSM de 2013, para buscar modelo que seja integrado”.

 

O evento também contou com a exposição de Fátima Mello, da FASE: solidariedade e educação, sobre “O debate e a ação socioambiental pós-Rio+20 e Cúpula dos Povos: balanço e perspectivas no Brasil e no mundo”. Ela destacou que a realização da Cúpula só foi possível pela construção histórica de alianças no campo de luta por direitos e bens comuns, expressa no processo do Fórum Social Mundial, por exemplo. “Ganhamos a disputa com a conferência oficial, com mobilizações diárias combinadas com os debates. O desafio agora é fortalecer nossa agenda de lutas, em nível global. Para isso, o FSM pode apontar caminhos”.

 

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