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informes - ABONG

5077/2/2013 a 7/3/2013

Por outra democracia

A crise econômica desencadeada pela quebra de importantes bancos e seguradoras do mercado financeiro global gerou, além do desemprego e outros problemas sociais, uma série de movimentos da sociedade civil por todo o mundo. Insatisfeitos com o sistema que lhes era imposto, de cortes salariais, garantias trabalhistas e a socialização das dividas de empresas que tiveram lucros gigantescos nos anos anteriores, o povo tomou as ruas e espaços públicos ao saberem das consequências, e quem eram os culpados pela crise. As relações entre o governo e a bolsa de valores (levadas a publico em documentários como "Capitalism: A Love Story" de Michael Moore e “Inside Job”, de Charles H. Ferguson) mostraram a falta de independência e liberdade do sistema político.

 

Autônomos, apartidários e compostos basicamente por jovens, os movimentos levaram as ruas uma nova forma de política, exercendo diretamente a democracia. Nesses espaços, onde as pessoas dormiam, cozinhavam e comiam, os debates sobre os problemas e soluções possíveis tomavam a dimensão cotidiana. Em pouco tempo, utilizando principalmente redes sócias e outras ferramentas da internet, os movimentos se espalharam pelo mundo.

 

Em seminário promovido pelo Grupo de Apoio e Reflexão ao Processo do Fórum Social Mundial (GRAP), ativistas de diversos países deram seus depoimentos sobre os movimentos sociais que lutavam por ideais semelhantes aos da Primavera Árabe, como democracia, liberdade e educação. Isham Christie, ativista estadunidense, ativista nos Occupy, afirmou que “78bi de dólares estavam sendo dados ao sistema financeiro. Isso mostrou como o sistema financeiro e a economia eram ligados ao sistema político. Muitas pessoas ficaram decepcionadas com a política”.

 

A ocupação de locais públicos, como parques, grandes praças e locais históricos atraíram atenção não só de estudantes, mas também de grandes intelectuais, como Noam Chomsky e Eduardo Galeano, que demonstraram publicamente o apoio aos movimentos. Para a canadense Carminda Mac Lorin, ativista e integrante do movimento Occupy Montreal, “o acampamento era algo muito maior. Era uma mudança de paradigma de como as pessoas sabem se mobilizar”.

 

Para o espanhol Jorge Sanches, integrante do movimento indignad@s “Esse novo modelo de luta trouxe a recuperação do espaço físico, como lugar de fazer política no sentido mais próximo da palavra. Eles (nossos governantes) já não nos representam. Não somos mercadorias nas mãos dos políticos e banqueiros”.

 

Consequências

 

Reflexos econômicos e sociais diretos da crise ainda são visíveis pelo mundo, sobretudo na Europa, onde os governos dos países mais afetados estão seguindo fielmente as decisões impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Monica Lopez, jornalista espanhola, participou dos movimentos Indignad@s e Occupy Wall Street, afirma que “grande parte da divida espanhola (cerca de 80%) vinha das empresas privadas. Chegou a hora de dizer: Basta! No dia 15 de maio, milhares de pessoas saíram às ruas para dizer: chega! Não importava se ela fosse de esquerda ou direita. Foi algo coletivo, não nos achamos sozinhos.”

 

Na Espanha, uma série e arrochos estão sendo impostos a população, como a redução de salários, demissões  e até a privatização de direitos comuns, como a saúde e educação. Em um paralelo com a América latina, o líder estudantil chileno Sebastian Vielmas, que esteve presente nos protestos por reformas educacionais, afirma: “O que está acontecendo na Espanha agora, aconteceu com a gente no Chile há 30 anos, e na época não tínhamos como lutar contra isso. Nossa constituição não mudou da época da ditadura”.

 

Reprimidos de forma agressiva pela policia, os movimentos nos Estados Unidos, Espanha e Chile entre outros, ganharam ainda mais força e apoio da população. Para o estadunidense Justin Wedes, ativista e membro da equipe de mídia do Occupy Wall Street, “a pressão violenta ao movimento não violento só o fez aumentar”. Os movimentos têm, até hoje, utilizado da desobediência civil como forma de luta pacifica, e dessa forma trazendo um outro meio de dialogar e exercer pressão social.

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