ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • FIP
  • REDES

    • Fórum Social Mundial
informes - ABONG

50807/03/2013 a 04/04/2013

Sociedade Civil atua nacional e internacionalmente no combate ao modelo econômico vigente

O segundo dia de debates do Seminário Internacional “Governança e Solidariedade Global: o lugar da Sociedade Civil” teve início com a exposição de Miguel Santibáñez, da Mesa de Articulación, no painel Estratégias e desafios dos espaços autônomos da sociedade civil no âmbito internacional. Para ele, a integração entre os movimentos sociais latino-americanos tem importância fundamental no enfrentamento de organizações neoliberais que atuam em nível internacional, como o FMI ou Banco Mundial. “Hoje temos que fazer a construção de um balanço da America latina; das experiências culturais, políticas e sociais; de reconstrução de um mundo mais ligado, como o Fórum Social Mundial (FSM)”. Para isso, sugere “uma agenda democrática comum à America, reconhecendo que somos parte de movimentos sociais heterogêneos, mas com pontos em comum de crítica ao sistema capitalista imposto, e de compromissos democráticos”.

 

Miguel ainda ressalta que “na America latina, não há somente os pólos tradicionais, de incidência social nas ruas ou política, mas também há uma questão de posicionamento frente aos governos progressistas que são muito diferentes entre si”. As conquistas resultantes da elevada incidência social, aliada a movimentos sociais e sindicais, nos períodos posteriores aos processos de redemocratização, estão hoje presentes em constituições e leis de diversos países latino-americanos.

 

Na sequência, Graciela Rodriguez, do Instituto Eqüit, lembrou que os movimentos da sociedade civil “já conseguiram impor várias conquistas, principalmente no âmbito da geopolítica internacional. Nesse cenário, tenho que lembrar de todo o processo, por exemplo, da campanha de combate à ALCA, que foi um marco da política e da pressão desses movimentos no âmbito internacional”.

 

A união de movimentos sociais contra o modelo econômico vigente, representado, sobretudo, pela ausência do Estado, deu-se de forma incisiva nos últimos cinco anos. Para Kjeld Jakobsen, do Instituto para o Desenvolvimento da Cooperação e Relações Internacionais (IDECRI), “hoje, não temos mais Margaret Thatcher e Ronald Reagan, mas algo muito mais radical, o que evidentemente complica muito a incidência dos movimentos sociais sobre a governança global, que é decorrente em grande parte das políticas defendidas pelos Estados nacionais”.

 

O lugar da sociedade civil

 

Na defesa de diretos e no combate a opressões, a sociedade civil tem atuado de maneira cada vez mais incisiva no Brasil. Este foi o tema debatido na mesa “Espaços oficiais de governança: qual o lugar das organizações e movimentos da sociedade civil”. A integrante do Centro de Ação Cultural (Centrac), Ana Patrícia Sampaio, afirma que “o papel das organizações também se dá dentro dos espaços oficiais, ocupando esses espaços, nos informando e estudando”.

 

Atualmente, a relação entre o Governo Federal e as organizações da sociedade civil tem na Secretaria Geral da Presidência seu ponto de referencia. Para Taís Maldonado, representante da secretaria, há uma influência direta das organizações nas decisões tomadas em âmbito internacional, sendo importante a participação da sociedade civil nesses espaços. “Elas são, em última instância, os destinatários das decisões. Pensando internacionalmente, temos conseguido avançar no Mercosul, por exemplo, e temos ainda muito a construir, somos uma referência na América Latina”.

 

Por fim, Iara Pietricovsky, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), falou sobre os desafios colocados às organizações da sociedade civil e movimentos sociais para fortalecer sua incidência na definição de políticas. “Temos um papel importante ainda a ser realizado, para além do que já foi feito. A construção democrática brasileira e mundial se dá pela participação da população e dessas organizações”. Ela ainda ressalta “nossa visão de integração”, que precisa ser vivenciada “a partir das pessoas, e não das organizações ou instituições internacionais”.

lerler
  • PROJETOS

    • Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI)

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - CEP: 01223-010 - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 19h

design amatraca