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informes - ABONG

44221/05/2009 a 3/06/2009

Conselho Internacional do Fórum Social Mundial se reúne no Marrocos

Entre os dias 6 a 9 de maio, o Conselho Internacional (CI) do Fórum Social Mundial se reuniu na cidade de Rabatt, no Marrocos. Taciana Gouveia, da SOS Corpo e Aldalice Otterloo, do Unipop, ambas integrantes da direção executiva colegiada da ABONG, estiveram presentes à reunião.

 

O Conselho Internacional do Fórum Social Mundial é formado por mais de cem entidades. Entre elas, estão as organizações brasileiras que constituíram o FSM e outras organizações regionais da sociedade civil. Não é permitida a participação de partidos políticos. O CI se reúne três vezes em anos em que há FSM e duas em anos em que a atividade não acontece. O Conselho é dividido entre comissões de metodologia e conteúdo, expansão, estratégia, recursos e comunicação.

 

Um dos pontos discutidos pelo Conselho foram as atividades do ano de 2010. O FSM acontece de dois em dois anos, e nos intervalos, são propostas datas de mobilização mundial conhecidas como os Dias de Ação Global. A inovação será a organização de atividades mais amplas, descentralizadas, que aconteçam durante todo o ano, levando a mobilização social que o Fórum proporciona para mais locais.

 

Outra novidade é a definição da sede do FSM de 2011, que acontecerá em Dacar, capital do Senegal. A atividade volta para a África, após ter retornado ao Brasil em 2009. A alternância de continentes faz parte do processo de expansão do Fórum. Para Taciana Gouveia: “os movimentos que constroem o FSM têm que pensar a atividade no Senegal sem querer ter Belém como parâmetro, mas sim pensando na conjuntura local. Há impasses políticos relacionados à África. Os chefes de Estado serão convidados? Não dá pra fazer igual aos outros, mas sim a partir do local”, afirma.

 

Aldalice Otterloo acredita que a escolha se deve à realidade do continente africano e coloca que haverá o desafio de fazer um Fórum que supere algumas dificuldades encontradas em Nairóbi, Quênia, em 2007. Segundo ela, apesar de a organização não poder contar com a ajuda governamental que a edição de Belém recebeu, existe a perspectiva de uma construção coletiva, com a participação de representantes de comitês organizadores das outras edições do FSM e o aproveitamento das experiências de Belém.

 

Crise Mundial e povo Saharaui

Durante a reunião do CI foram debatidos também temas conjunturais como a crise econômica mundial e seu impacto para as organizações sociais, a questão das mulheres, (principalmente no tocante às mulheres árabes), a necessidade de interlocução com movimentos ligados ao Islã e a luta pela autonomia e criação de um Estado para o povo Saharaui. Essa última questão gerou polêmica, já que algumas entidades se recusaram a participar de uma reunião no Marrocos, país que não reconhece a independência dos Saharaui.

 

Segundo Aldalice, a discussão sobre a crise contou com diferentes olhares, a partir da realidade dos(as) cerca de quarenta participantes presentes. Foram colocadas questões como segurança alimentar, meio ambiente, crise da civilização e valores, violência, destruição de culturas etc. “Apesar da diversidade de manifestações, não houve sistematização das contribuições”, critica.

Acumulação e metodologia

Para Taciana Gouveia, um dos temais mais importantes discutidos durante a reunião foi a compreensão de o Fórum deve ser processo e não um fim em si mesmo, ou acontecer por acontecer. “Para ser processo ele deve acumular, fortalecer luta política. Apesar disso, trata-se de um processo recente. Realizar assembléias temáticas e gerais dão sentido de acumulação”, afirma.

 

A ABONG está de volta à comissão que deve sistematizar as metodologias de todos os Fóruns Mundiais desde 2001 e verificar como eles foram se desenvolvendo e trocando, por exemplo, as atividades coordenadas pelas autogestionadas. Essa tarefa vai permitir que as organizações e movimentos que compõem o FSM tenham uma visão geral do processo, além de informações como o número de entidades envolvidas, suas origens e uma ideia de quanto o Fórum já foi ampliado.

 

Houve espaço também para a apresentação da experiência do FSM de Belém. Nela, foram destacadas as inovações nas áreas de comunicação e convergência, que contribuíram para seu andamento. Segundo Aldalice, o CI poderia ter proposto uma atividade co-gestionada, um pouco mais centralizada, que permitisse um amplo debate sobre a crise. Para ela, a reunião também apontou para a necessidade de fortalecimento dos processos regionais, que dão substância e capilaridade às lutas. “O Fórum é resultado dos processos de luta regionais”, afirma.

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