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51106/06/2013 a 04/07/2013

Abong conclui ciclo de oficinas de Formação em Comunicação e Direitos Humanos

Primeira etapa de projeto conveniado com a SDH, a série de quatro oficinas reuniu participantes das quatro regiões do país

 

Realizada durante os dias 22, 23 e 24 de maio, a IV Oficina de Formação em Comunicação e Direitos Humanos da Abong - Associação Brasileira de Organizações não Governamentais, em Porto Alegre (RS), encerrou o ciclo de formação que constitui a primeira etapa do projeto Comunicação e Direitos Humanos da Abong, conveniado com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). A série de quatro oficinas contou com a participação de organizações da base associativa da Abong, além de outras organizações e movimentos parceiros das cinco regiões do Brasil.

 

As oficinas foram realizadas nos meses de abril e maio em São Paulo (SP), Belém (PA), Olinda (PE) e Porto Alegre (RS). Cada cidade reuniu participantes dos Estados da região à qual pertence.


O processo de capacitação visou a formação de profissionais de organizações não governamentais e movimentos sociais, para fortalecer sua atuação em relação aos direitos humanos, no sentido de maior respeito e valorização da diversidade. Isso passa pelo fortalecimento dos espaços e processos comunicativos de pessoas, movimentos sociais e organizações que atuam no combate à discriminação e na afirmação dos princípios da universalidade, indivisibilidade e interdependência dos direitos humanos. A comunicação é também processo e espaço de exigibilidade social e política dos direitos humanos, na medida em que organizações, redes e movimentos sociais dela se valem, direta ou indiretamente, para a atuação política e pressão social.

 

Com uma metodologia participativa, levando em consideração, de maneira democrática, o conhecimento acumulado dos/as participantes, a fim de ampliar tais acúmulos a partir da interação com referências teóricas apresentadas e experiências concretas de profissionais da área, a oficina permitiu trabalhar conteúdos teóricos e práticos tais como: Direitos Humanos e Exigibilidade; Democratização da Comunicação; Comunicação para Educação em Direitos Humanos; Comunicação Alternativa; Comunicação nas ONGs e Movimentos Sociais; Planejamento Estratégico: estratégias, ferramentas e mecanismos (Comunicação Interna, Comunicação Externa e Relacionamento com a Mídia; Mídias Sociais; Marketing Social; Redes.

 

O primeiro dia de atividades nos quatro encontros contemplou o acolhimento dos/as participantes com uma dinâmica que propunha a construção de uma linha do tempo dos Direitos Humanos, partindo da memória afetiva do grupo. A metodologia foi utilizada ao longo dos três dias de oficina, estando em permanente construção com o acréscimo de informações julgadas pertinentes por cada um/a.

 

A ambiência também foi um elemento central durante as formações. Cada participante foi convidado/a previamente a levar elementos que pudessem compor a ambiência da oficina criando assim a identidade do coletivo. Músicas, fotos, objetos decorativos, incensos e outras coisas compuseram esse mosaico democrático de ambiência.


Dinâmicas e linguagens multimedia permearam a programação se intercalando entre momentos de exposição e debate que possibilitaram a desconstrução de uma visão estereotipada da comunicação, assim como ampliou e aprofundou sobre Direitos Humanos.

 

O produto da oficina, seu cunho prático, se deu em torno de um plano de comunicação pensado por cada grupo e executado no último dia de atividades. E os resultados foram diferentes em cada um dos encontros, respeitando a demanda local e o perfil de cada grupo. Os trabalhos contemplam desde planos voltados para o fomento da rede, caso do grupo da oficina de São Paulo, passando por pautas e agendas locais, casos das oficinas de Belém e de Porto Alegre, até o debate em torno dos reflexos dos grandes eventos esportivos na agenda brasileira próxima na promoção e garantia de direitos, que aconteceu em Olinda.


Aliado a tudo isso, um processo dinâmico de avaliação diária e de mapeamento e construção conjunta de um blog criaram oportunidade para a gestação da rede que integra um dos desdobramentos do processo de capacitação integral.

O evento foi também oportunidade para a apresentação e coleta de sugestões para as etapas seguintes do projeto que contempla justamente a articulação de uma rede nacional de comunicadores/as de organizações não governamentais e movimentos que trabalham com a luta pela garantia de direitos, além da construção de um banco de fontes (jornalistas que escrevem sobre Direitos Humanos e especialistas e nomes referência na área) e a produção de uma revista sobre o tema Comunicação e Direitos Humanos.

 

A diversidade dos grupos que compõem o pontapé inicial dessa rede foi marca registrada da jornada de formação. Diversidade essa contemplada tanto nas temáticas dos Direitos Humanos trabalhadas pelas instituições, quanto no perfil individual dos/as participantes, até o perfil de cada grupo no que se refere a formação, atuação, origem, faixa etária, gênero, raça, cultura, etc.

 

Ora tomados pela sede de conhecimentos e debates mais voltados para a Comunicação e a qualificação de sua atuação por meio dessa ferramenta, ora mais atraídos pelo debate em torno da luta pela garantia de direitos e pela articulação e atuação em rede, os grupos possibilitaram de maneira geral a ampliação de importantes debates de seus cotidianos de luta, além de um trabalho de exploração que permitisse o florescimento de novas ideias comunicativas.

 

A expectativa agora é que os/as participantes estejam preparados/as para contribuir para que suas organizações, redes e movimentos dialoguem melhor tanto com a mídia tradicional quanto com a alternativa, além de terem acesso a estratégias para pautar os temas que trabalham em diferentes âmbitos (local, nacional e até internacional). Espera-se ainda que a comunicação fortaleça os processos organizativos de que participam, de modo que pela reflexão e construção de um conjunto de estratégias de exigibilidade social dos direitos humanos possam ter mais sucesso na mobilização social em torno delas e na luta por sua real efetivação. Nesse sentido, o conjunto de metas específicas se coloca como resultado que, ao serem obtidos, encaminharão o projeto ao encontro de seu objetivo geral.

 

Seguimos com as sistematizações e o levantamento de indicadores desse rico processo de formação que comporá um planejamento estratégico de comunicação, identidade, agenda e produção para avançarmos nas próximas etapas do projeto com êxito.

 

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