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43710/02/2009 a 17/02/2009

Fórum de Mídia Livre discute relação entre meios de comunicação e crise

A crise financeira é também uma crise do modelo atual de comunicação. A partir desta análise da relação entre a mídia e a crise internacional, as(os) comunicadores, pesquisadores e ativistas presentes no Fórum de Mídia Livre pensaram propostas para ampliar a mídia livre no Brasil e no mundo, em especial na América Latina, e para ampliar a presença do que chamaram de “vozes dissonantes” na mídia comercial.

 

Um dos encontros paralelos à programação do FSM 2009 em Belém, o Fórum de Mídia Livre teve início nesta segunda-feira, dia 26, na Escola de Aplicação da UFPA, com o objetivo de reunir comunicadores para discutir como ampliar o chamado “midialivrismo”, a relações dos meios de comunicação com a crise e para apresentar e articular as iniciativas de comunicação compartilhada que acontecerão ao longo do FSM.

 

Para Pascual Serrano, do Rebelión, da Espanha, os grandes meios de comunicação silenciaram analistas e afastaram jornalistas que denunciavam as fragilidades do modelo econômico e de desenvolvimento que gerou a crise. “Por isso, esta crise é também a de um modelo de comunicação que todo tempo deu suporte a este modelo”, diz. “É uma crise de mediação, de credibilidade e de objetividade, de uma mídia que já é vista com um olhar mais crítico pela sociedade”, completa.

 

Altamiro Borges, do site Vermelho, vai além. Afirma que o grosso das corporações midiáticas é culpado pela crise, porque “fez a propaganda do desmonte do estado, da nação e do trabalho”. Segundo ele, “contra o choque de terror que está em curso através da mídia, para justificar as medidas mais duras que o capital costuma tomar depois de suas próprias crises”, é preciso fortalecer o midialivrismo.

 

“Todo dia, estamos informados sobre tudo, mas não conhecemos profundamente nada”, afirmou Serrano, exemplificando sua afirmação com a cobertura da grande imprensa internacional sobre o conflito em Gaza, “E esta estratégia [do excesso de informação sem contextualização] era uma estratégia para perpetuar este modelo, que se enfraquece quando este modelo também mostra suas fragilidades”, explica.

 

Para Joaquin Constancio, da IPS do Uruguai, “temos condições e a tarefa de apresentar um novo modelo que combata a hegemonia dos grandes meios, com meios alternativos estruturados e potentes”. “Não queremos ser alternativos. Somos os reais representantes do interesse público e da comunicação democrática, Não queremos ser alternativos e marginais. Queremos disputar a hegemonia com os grandes meios”, afirma Serrano, concordando com o colega uruguaio.

 

Borges afirma que para disputar esta hegemonia, é preciso aproveitar as brechas tecnológicas, criar sinergias entre os meios livres, falar para mais pessoas e disputar recursos. “O Estado brasileiro gastou em 2007 R$ 1 bilhão com publicidade para alimentar cobras”, afirma, dizendo que este é o montante destinado pelo governo brasileiro a veículos da mídia comercial como a Revista Veja e a Rede Globo. “Além disso, precisamos seguir no esforço de construção do Fórum de Mídia Livre, ampliando esta articulação nos estados brasileiros e nos países da América Latina”, conclui.

 

Sandra Russo, do jornal Página 12, da Argentina, afirma que um dos grandes desafios para esta ampliação é a linguagem. “Precisamos recuperar a linguagem que não seja panfletária e fechada sobre si mesma, nosso grande inimigo é o lugar-comum e o caminho mais viável é revisar a linguagem”, diz.

 

Entre outros desafios, Luiz Hernandez Navarro, do La Jornada, enumera e resume as(os) companheiras(os) de debate: “precisamos construir os meios alternativos estruturados e capazes de lutar pela hegemonia; ter capacidade de influenciar a agenda dos grandes meios; e lutar pela definição de políticas públicas que destinem recursos e garantam a existência de uma mídia mais plural. Temos que ser capazes de colocar o marginal no centro”, conclui.

 

* Ao final das mesas desta manhã, as(os) participantes do Fórum de Mídia Livre foram convidadas(os) a construir um livro coletivo sobre Midialivrismo. As(os) interessadas(os) podem enviar seus verbetes com definições de até 300 caracteres para samadeu@gmail.com

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