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informes - ABONG

43710/02/2009 a 17/02/2009

Organizações da sociedade civil brasileira e cooperação internacional: um diálogo mais propositivo

No último dia de atividades autogestionadas do Fórum Social Mundial, a ABONG promoveu em parceria com a DED – Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social, um debate sobre a cooperação internacional no Brasil. O objetivo do encontro foi criar um espaço de diálogo entre organizações da sociedade civil e agências internacionais de cooperação que atuam no país.

 

O encontro contou com quatro expositoras(es) e depois foi aberto para o público presente. Magnolia Said (ABONG), Joana Santos (Forum de Mulheres de Pernambuco), Heike Friedhoff (DED) e Claude Saint Pierre (Oxfam-GB) trouxeram para a mesa análises sobre o contexto da cooperação internacional no Brasil e quais estratégias de sustentabilidade política devem ser adotadas neste contexto.

 

O encontro apontou a preocupação das(os) participantes com a saída de algumas agências de cooperação do Brasil. Segundo Heike Freidhoff, “muitas agências estão mudando seu foco de atuação para regiões como África e Ásia, e há uma noção equivocada de que o Brasil não precisa mais da cooperação. Temas como direitos humanos, desenvolvimento e democracia perdem espaço para comércio e parceria entre público e privado. Há um certo consenso sobre o contexto de dificuldade para a mobilização de recursos, mas devemos nos ater para as potencialidades do Brasil”.

 

Claude Saint Pierre, da Oxfam, comenta que o Brasil é um parceiro estratégico da entidade na ajuda ao combate à pobreza e à desigualdade, e esta potencialidade fez com que a organização internacional se mantivesse no país. “Há dez anos atrás era diferente, agora há um melhor entendimento do papel do Brasil como ator importante na conjuntura global”, afirma.

 

Todo este contexto vem agravando a situação das organizações sociais no Brasil, mas para Magnolia Said é preciso construir estratégias para combater a situação e novas formas de mobilização de recursos. “A ABONG vem construindo estratégias para enfrentar a crise. É importante definir quem nós somos através de um marco regulatório para o campo e levantar nossas potencialidades reais para trazer mudanças neste modelo”, afirma, recordando que “não devemos ver as agências como simples financiadores de nossas ações, e sim como parceiros, manter sempre o diálogo aberto, pautando a reflexão política sobre o sentido da cooperação no Brasil e qual o modelo de desenvolvimento que queremos e acreditamos”.

 

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