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informes - ABONG

43627/01/2009 a 1°/02/2009

Um fórum desafiado pela conjuntura e que leva as vozes da Amazônia para o mundo

A ABONG cumprimenta as organizações, redes, movimentos e indivíduos de todo o mundo que se reúnem mais uma vez no Fórum Social Mundial para gritar que outro mundo é possível e necessário.


Este será um Fórum especial, que exigirá muita capacidade crítica e propositiva da sociedade civil, pois a crise financeira do capital, o avanço das doenças como cólera na África e os ataques de Israel à Palestina são alguns dos muitos exemplos de esgotamento do atual modelo de desenvolvimento.


Se vimos, em 2008, este modelo mostrar suas mazelas e fragilidades, para os próximos anos e desafios futuros, enxergamos nos objetivos do FSM um horizonte utópico. Eles representam o acúmulo político dos movimentos sociais, organizações não governamentais e das pessoas que ao longo dos anos vêm cotidianamente construindo as lutas por outras possibilidades de sociedades.


Apostamos que este Fórum dê continuidade e fortaleça lutas, articulando os sujeitos políticos de todos os cantos do mundo; que possibilite encontros e a criação de propostas, e que cada movimento, organização ou pessoa reconheça no conjunto dos debates, seminários, oficinas, passeatas e todas as formas de expressão a sua voz e os seus gestos nas vozes e gestos de todos os movimentos, organizações e pessoas que acreditam e lutam por um mundo de igualdade, justiça e dignidade para todas e todos.


O FSM é a nossa resposta para quem erroneamente alardeia que a história acabou. Os movimentos da história demonstram que todo dia em todos os lugares é preciso ter coragem para inventar novas possibilidades.


De 27 de janeiro a 1º de fevereiro, o encontro deve reunir em Belém (PA) mais de 80 mil pessoas de 150 países dos 5 continentes. São quase 2 mil atividades autogestionadas em que serão discutidos todos os tipos de temas, bandeiras e propostas para um mundo melhor. De modo geral, o Fórum situado na região Amazônica será marcado pelo debate sobre meio ambiente, mas também centrado nas questões sobre sustentabilidade das organizações e sobre o modelo de desenvolvimento que levou o mundo à crise que vivenciamos de meados ao final de 2008.


Os principais temas em discussão devem ser desenvolvimento, modelos energéticos, exploração mineral, justiça ambiental, mudanças climáticas e segurança alimentar; trabalho, direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais; o fim da violência aos movimentos sociais e da criminalização; terra e território, identidade, soberania popular e integração regional.


Este ano, o segundo dia do encontro será dedicado exclusivamente às questões da Pan-Amazônia. A demarcação de um dia especial para estas lutas busca mostrar a disputa acirrada de projetos políticos motivada principalmente pelo acesso, uso e controle dos recursos naturais da Amazônia.


A realização do FSM na região é de extrema importância para dar visibilidade às questões amazônicas tanto do ponto de vista da sua riqueza multicultural, sua biodiversidade e as lutas dos povos originários e tradicionais da Amazônia para manter sua cultura, sua língua, sua identidade, assim como mostrar a disputa de projetos políticos sobre o acesso, uso e controle dos recursos naturais da Amazônia.


Os processos construídos durante a organização do FSM com os países da Pan Amazônia devem frutificar para além do encontro. Foram promovidos diálogos e construídas plataformas de luta e de alternativas a partir de temas como modelos energéticos e agrocombustível, Integração Regional (IIRSA), militarização, Terra e Território e Migrações Humanas, que nos unificam e convergem para um aprofundamento que contribuirá para o enfrentamento a esse modelo de desenvolvimento implantado na região, predador e violador dos direitos dos povos tradicionais, destruidor das identidades culturais, da biodiversidade e que aumenta as desigualdades e coloca a sobrevivência do planeta em risco, na medida em que destrói a floresta, fazendo avançar a monocultura, a pecuária e a poluição dos rios.


O Fórum é um momento-chave para abrir diálogos com outras regiões do mundo que já sofreram esse mesmo impacto, como Indonésia e a Malásia. Foi feito um esforço de popularizar o evento e garantir a presença massiva das organizações indígenas como Fórum dos Povos Indígenas do Pará, COIAB, CAOI, FORIN, entre outras, além de comunidades quilombolas, extrativistas, mulheres quebradeiras de coco e pescadores, para que estas vozes sejam ouvidas pelo mundo todo.


Nossas expectativas são de que o FSM 2009 seja efetivamente um espaço onde se construam alianças que fortaleçam propostas de ação e formulação de alternativas; que possua um claro acento pan-amazônico, aberto à interlocução com outras regiões do mundo que queiram participar dos debates relacionados diretamente às questões amazônicas, o qual será priorizado no segundo dia do FSM; que cause impacto, obtenha repercussão externa e reverberação interna no próprio FSM para os temas de luta dos povos amazônidas; e que demonstre visual e sensorialmente a força da aliança entre estes e os povos do mundo inteiro.

 

Além disso, queremos que o evento facilite a aproximação e a integração entre as dezenas de milhares de participantes do FSM 2009 e proporcione a experimentação de novas linguagens de luta, fundindo testemunhos, encenações teatrais, rituais, música e outras formas de expressão e manifestação.


Neste encontro, a ABONG estará presente de diversas maneiras. Faremos uma cobertura do encontro e especialmente das atividades que proporemos, englobando uma diversidade de temas que você pode conferir a seguir no roteiro que preparamos para situar aquelas(es) que desejam acompanhar as reflexões que promovemos a respeito deste outro mundo, que estamos ajudando a construir.

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