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51405/09/2013 a 03/10/2013

19º Grito dos/as Excluídos/as: “Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular”

Por Nana Medeiros, da comunicação da Abong

 

Em 7 de setembro, movimentos populares de todo o país voltam às ruas para a 19ª edição do Grito dos/as Excluídos/as. Neste ano, o lema será “Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular”. A escolha, segundo Padre Nelito Dornelas – assessor da CNBB para as pastorais sociais – sempre acompanha o tema da Campanha da Fraternidade da CNBB, e esse ano dialoga com o atual protagonismo dos jovens nas últimas manifestações. Pe. Nelito afirma que o Grito procura sempre dialogar com as questões mais agravantes da sociedade brasileira. O tema surge também para denunciar a situação de vulnerabilidade da juventude do país. “Há vários gritos da juventude, dentre os quais, o mais alarmante é contra o extermínio de jovens que já chegou aos índices intoleráveis, sobretudo, da juventude negra. O Grito dos excluídos/as quer chamar atenção da sociedade para a dura realidade vivida pelos jovens no Brasil e reforçar suas legítimas reivindicações em curso”.

 

Com as últimas manifestações que explodiram em praticamente todo território nacional, a violência contra os jovens, principalmente negros e pobres, vêm ganhando maior visibilidade, ainda que limitada. As manifestações que ocorrem no dia 7 de setembro (sábado) vêm para afirmar a luta contra a opressão e despertar a sociedade para a violência e repressão, principalmente dentro das favelas. Após as manifestações de junho, o pensamento hegemônico perpetuado pela grande mídia passou a ser mais ampliadamente questionado, motivando os movimentos sociais a reafirmarem e fortalecerem sua luta, inclusive o Grito dos/as Excluídos/as, que tenta aproveitar essa consciência política e crítica para reivindicar democracia direta e mais cidadania.

 

Segundo Padre Nelito, “queremos resgatar e ampliar os mais variados gestos de construção de uma nova política, vividos pelas juventudes nos porões da sociedade e que vieram à luz e iluminaram as ruas de nosso país. Entramos juntos na disputa pela transparência publica, a começar pelos políticos de plantão que se acostumaram a legislar de costas viradas aos legítimos anseios de uma nação. Como novos sujeitos sociais, as juventudes exigem novas estruturas de participação política, sinalizando para a democracia direta como forma legitima de governo da sociedade brasileira. É a saída da política do repouso para a política do movimento”.

 

Para Luiz Bassegio, secretário do Grito Continental, as manifestações lideradas por jovens são positivas “para dar maior força ao grito desse ano”. Ele acredita que mesmo os protestos, como na Jornada Mundial da Juventude, embora diferentes, colaboram para fortalecer a juventude e colocá-la à frente na luta por seus direitos. Segundo Bassegio, serão realizadas várias ações esse ano, incluindo passeatas, vigílias noturnas e um desfile, do dia 7 de setembro, “para mostrar que o Brasil não se baseia em homens fardados e muito menos é um país independente. O Brasil é pobreza e miséria também. Nossa política ainda é ditada pelos EUA e, internamente, ainda somos controlados pelos grandes proprietários e empresários”.

 

O Grito dos/as Excluídos/as tem como proposta ser uma manifestação popular aberta a entidades, movimentos e militantes comprometidos em alterar, de alguma forma, o modelo político e econômico vigente, que se baseia na concentração de riquezas e pressupõe, portanto, a exclusão e a pobreza. A manifestação foi criada em 1994, a partir do debate “Brasil: alternativas e protagonistas”, em que se discutia a implantação das políticas neoliberais e suas implicações na sociedade. A partir do debate, chegou-se a conclusão de que lutar pela inclusão de cidadãos marginalizados dentro de um sistema essencialmente excludente não traz respostas e soluções concretas, é necessário transformar o modelo de exclusão e, além disso, possibilitar que justamente os/as excluídos/as tomassem a frente de sua luta. O Grito, então, passou a ser realizado anualmente na semana de comemorações ao dia da pátria, na qual se celebra o “grito do Ipiranga” referente ao Dia da Independência. Atualmente, realiza-se também o Grito Continental no dia 12 de outubro, com o tema fixo “Trabalho, justiça e vida”.

 

Organizações feministas, dos povos indígenas, das comunidades tradicionais, dos povos originários, dos camponeses, dos quilombolas, da juventude, movimentos sociais, pastorais sociais, entre outras iniciativas, se unem ao 19º Grito dos/as Excluídos/as e em sintonia com a 5ª Semana Social Brasileira, que esse ano reflete sobre o “Estado para que e para quem?”. Segundo Pe. Nelito, “queremos dar visibilidade e divulgar as inúmeras experiências e iniciativas da sociedade civil que, por meio da democracia participativa e direta, entram na disputa política para transformar o Estado brasileiro, colocando-o a serviço da sociedade, em vista da promoção do bem comum”.

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