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informes - ABONG

51503/10/2013 a 07/11/2013

CGI.br divulga resultados da primeira pesquisa TIC Organizações Sem Fins Lucrativos

Indicadores revelam a infraestrutura tecnológica e as formas de uso da Internet por este setor


Uma parcela significativa das organizações brasileiras sem fins lucrativos utiliza o computador em suas atividades, tendo uma presença importante nas redes sociais. Nem todas, entretanto, possuem a infraestrutura necessária para potencializar esse uso. É o que aponta a pesquisa TIC Organizações Sem Fins Lucrativos, realizada pela primeira vez em 2012 e divulgada em 24/9, pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br).

 

O objetivo do estudo foi mapear a infraestrutura, o uso, as capacidades e habilidades necessárias para a incorporação das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), entre as organizações sem fins lucrativos. A análise tem abrangência nacional e entrevistou 3.546 organizações não governamentais, associações, fundações, organizações religiosas e sindicatos. Para o estudo foram consideradas as organizações formais, presentes no Cadastro Central de Empresas do IBGE, incluindo tanto as que contam com profissionais remunerados quanto aquelas baseadas em trabalho voluntário.

 

A TIC Organizações Sem Fins Lucrativos 2012 revela que 72% das organizações utilizaram a Internet nos 12 meses prévios à realização da pesquisa. Entre as organizações mais profissionalizadas e que possuem 10 ou mais funcionários, o acesso à Internet atinge 91%. Já entre as organizações que se baseiam no trabalho voluntário (sem nenhuma pessoa remunerada), apenas 52% têm acesso à Internet.

 

A forma de conexão à Internet mais utilizada pelas organizações é o modem ADSL (45%), resultado semelhante ao encontrado nas empresas brasileiras. Segundo o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, os tipos de conexão à Internet são dimensões do uso das TIC bastante sensíveis à disponibilidade de infraestrutura local. “Este aspecto constitui uma das principais barreiras do uso da Internet enfrentada pelas organizações brasileiras sem fins lucrativos, aliado com as questões relativas ao custo”, afirma.

 

Segundo os resultados, 14% das organizações sem fins lucrativos que não possuíam computador em sua sede são usuárias do equipamento – o que indica que ainda é relevante a utilização de equipamentos de propriedade pessoal dos membros ou de centros públicos de acesso. Entre as organizações que não têm nenhuma pessoa remunerada, apenas 36% possuem computador, ainda que 59% o utilizem em suas atividades.

 

Presença na Web e usos das TIC

 

O estudo aponta que 37% das organizações brasileiras sem fins lucrativos que utilizam computador e Internet possuem website. Este percentual é de 50% entre as organizações com 10 ou mais pessoas remuneradas.

 

Os resultados da análise também mostram que mais da metade das organizações sem fins lucrativos com acesso à Internet estão presentes em alguma rede social. Este dado é consideravelmente maior do que aquele observado nas empresas brasileiras com 10 ou mais pessoas remuneradas (36%), de acordo com a pesquisa TIC Empresas 2012. “Isso indica a importância que essas ferramentas vêm adquirindo para essas organizações, principalmente, se levarmos em conta a repercussão que as redes sociais podem proporcionar em um cenário de recursos financeiros limitados”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

 

  • 52% das organizações sem fins lucrativos com acesso à Internet estão presentes em alguma rede social, blog ou fórum;
  • Entre as opções investigadas, a rede social mais utilizada e mencionada por 42% das organizações é o Facebook. O Twitter aparece em segundo lugar, citado por 15% das organizações.

 

Dentre as atividades realizadas com o uso de TIC destacam-se o uso de e-mails e a utilização da rede como fonte de consulta e pesquisa.

 

  • 96% das organizações sem fins lucrativos com acesso à Internet utilizam Tecnologias de Informação e Comunicação para acessar e-mails;
  • 83% afirmaram usar as TIC para pesquisar informações sobre produtos ou serviços.

 

Chama a atenção o uso da Internet para ações de governo eletrônico. Em menor proporção aparecem as ações de fiscalização dos órgãos públicos e controle social.

 

  • 71% das organizações com acesso à Internet disseram utilizar as TIC para buscar informações sobre organizações governamentais e autoridades públicas; enquanto 61% afirmam usar a rede para interagir com órgãos governamentais;
  • 32% das organizações com acesso à Internet declaram buscar informações sobre gastos públicos/ orçamento público; enquanto 34% afirmam acompanhar/ fiscalizar a execução de serviços públicos (tais como obras e outras políticas públicas).

 

Capacidades e desafios para a adoção das TIC

 

As organizações brasileiras sem fins-lucrativos ainda carecem de recursos humanos especializados em tecnologia da informação.

 

  • Pouco mais de um terço das organizações (38%) possuem área de tecnologia da informação;
  • 66% das organizações que possuem computador contratam prestadoras de serviço para a manutenção e suporte técnico dos equipamentos;
  • O percentual de voluntários que oferecem suporte às organizações também é significativo: 30%.

 

Ainda que a disponibilidade de recursos e a ausência de infraestrutura sejam as dificuldades mais citadas para o uso das TIC nas organizações, as limitações de capacitação das equipes também são aspectos mencionados com frequência.

 

  • 55% das organizações que possuem computador citam como dificuldade a existência de poucos recursos financeiros para investimento na área de tecnologia;
  • 46% mencionam a baixa velocidade na conexão de Internet;
  • 40% citam a capacitação insuficiente da equipe no uso de computador e Internet.

 

Para o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, o estudo contribui para gerar informações detalhadas sobre o perfil dessas organizações, que são pouco exploradas em estudos quantitativos. “A pesquisa oferece uma radiografia inédita do setor sem fins lucrativos no Brasil, o que pode contribuir para políticas públicas e investigações acadêmicas sobre o tema”, conclui.

 

A pesquisa TIC Organizações Sem Fins Lucrativos conta com a colaboração de um grupo de especialistas formado por membros da Associação Brasileira de Organizações não Governamentais (Abong), do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e de pesquisadores de diversas universidades. Para conferir os indicadores completos da pesquisa TIC Organizações Sem Fins Lucrativos 2012 acesse: http://www.cetic.br.


Sobre o CETIC.br

 

O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) é responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil, divulgando análises e informações periódicas sobre o desenvolvimento da rede no país. Mais informações em http://www.cetic.br/.

 

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br

 

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (http://www.nic.br/) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil. São atividades permanentes do NIC.br coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (http://www.registro.br/), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil - CERT.br (http://www.cert.br/), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — CEPTRO.br (http://www.ceptro.br/), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — CETIC.br (http://www.cetic.br/) e abrigar o escritório do W3C no Brasil (http://www.w3c.br/).

 

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br

 

O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios de multilateralidade, transparência e democracia, o CGI.br representa um modelo de governança multissetorial da Internet com efetiva participação de todos os setores da sociedade nas suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (http://www.cgi.br/principios). Mais informações em http://www.cgi.br/.

 

Fonte: CGI/NIC.br

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