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informes - ABONG

51503/10/2013 a 07/11/2013

Projeto "Mulheres em Rede" visa fortalecer mulheres da periferia do Rio

 

 




Realizado pela ASPLANDE em parceria com as cooperativas populares Corte & Arte (mulheres moradoras do Cantagalo, Pavão, Pavãozinho) e Arteiras da Tijuca (mulheres moradoras do Borel), com patrocínio da Petrobras, o projeto "Mulheres em Rede, Tecendo Teias de Solidariedade e Conhecimento" - que nesta fase já conta com 40 participantes em cada comunidade - pretende ao apoiar iniciativas protagonizadas por mulheres em áreas valorizadas pela presença de UPP´s (Unidade de Polícia Pacificadora) e que tiveram consequente aumento da especulação imobiliária, estimular o empreendedorismo contribuindo assim para o desenvolvimento referenciado na economia solidária e criando possibilidades que viabilizem e fortaleçam estratégias para que elas permaneçam em suas comunidades.

 

Entre as atividades desenvolvidas pelo projeto estão cursos de elaboração do plano de negócios, gestão administrativo-financeira e desenvolvimento de novos produtos; assessorias tanto na divulgação e criação da identidade visual dos mesmos, como no acompanhamento dos empreendimentos na área de gestão; encontros para troca de experiências e rodas de conversas e diálogos sobre temas como gênero e direitos humanos.

 

 

Lançamento reúne referências comunitárias, parceiros e representantes do Estado

 

 

 

Em encontros realizados nos dias 6 e 11 de setembro, nas comunidades do Cantagalo e do Borel respectivamente, foi dado início o projeto aprovado na Seleção Pública do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania. Além das participantes - 40 em cada um dois grupos - estiveram presentes a equipe da ASPLANDE, referências comunitárias como o presidente da Associação de Moradores do Cantagalo, Luiz Bezerra, parceiros como Sérgio Zarro da Fundação São Joaquim na Tijuca e representantes do governo do Estado como a Subsecretária de Políticas para as Mulheres, Adriana Mota, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e Maria América Pires, Coordenadora de Políticas de Gênero. Dayse Valença da ASPLANDE, enfatizou que o projeto é mais que um curso: "Qualificamos para que as mulheres possam gerir seus empreendimentos, mas sempre fortalecendo laços culturais e vínculos sociais que elas tenham com suas próprias comunidades. Vamos acompanhar esses empreendimentos, apoiando a articulação em Redes".

 

Para a subsecretária Adriana Mota todas as iniciativas das mulheres, por menor que sejam, precisam ser apoiadas, pois muitas vezes são empreendimentos que sustentam famílias inteiras, como comprovam as pesquisas. Também se comprometeu a defender junto ao Secretário do SEASDH, Zaqueu Teixeira, a criação de uma feira para comercialização dos produtos desenvolvidos pelas mulheres. "Já passou do tempo de termos essa feira", declarou. O encontro no Cantagalo foi encerrado com uma feijoada feita pela Rivadalva Pereira, empreendedora local e no Borel, com um lanche preparado pelo grupo de alimentação das Arteiras da Tijuca.

 

Elas estão em busca dos seus sonhos

 



 

Entre as participantes do projeto muita expectativa e a busca pela realização dos sonhos. Cleide Maria Silva Ramos vive no Complexo do Borel e trabalha como auxiliar de cozinha de um restaurante japonês na Tijuca. Espera ao participar desse projeto agregar mais conhecimento para um dia ter o seu próprio restaurante, onde os filhos que tem talento para a música possam tocar. Já escolheu até o nome: Cleide´s Bar Naturale.

 

Príncila Maciel Braga, há seis anos mora no Cantagalo. É de Magé (RJ) e veio para o Rio à procura de mais oportunidades. Foi cabeleireira e hoje vende roupas, produtos de beleza e bijuterias. Sua participação no projeto tem um objetivo: se capacitar para abrir um espaço onde possa reunir serviços de beleza e vendas de roupas, bijuterias e porque não, doces e salgados.

 

Organização Coletiva para permanecer na comunidade

 

 

Rosangela Rangel, moradora do Pavão-Pavãozinho e Monica Santos Francisco, moradora do Borel fazem parte da equipe do projeto e tem como desafio mobilizar e envolver as mulheres nas atividades relacionadas ao projeto "Mulheres em Rede, tecendo teias de solidariedade e conhecimento". "Devido a grande procura, tivemos que organizar uma lista para ocupar as possíveis vagas por desistência e também começar a organizar a segunda turma. O fato de ter muita procura nos anima demais e confirma que precisamos nos organizar coletivamente para resistir e permanecer em nossas comunidades".

 

Rosangela, formada em Design de Moda, foi criada no Pavão Pavãozinho e pela primeira vez participa de um projeto social. Conta que as comunidades vizinhas do Pavão Pavãozinho e Cantagalo, na Zona Sul do Rio, estão sofrendo com a especulação imobiliária trazida pela instalação das UPP´s, e o encarecimento do custo de vida, levando os moradores para comunidades mais afastadas. "As mulheres são responsáveis pelas famílias, tem filhos cedo ou precisam ajudar os maridos que ganham pouco. Perceberam que precisam se organizar e buscar mais informações para que suas atividades possam gerar renda, seja o seu salão de cabeleireiro, a venda dos seus artesanatos ou a administração do seu hostel".

 

Monica, formada em Ciências Sociais, moradora do Borel, integrante do grupo Arteiras da Tijuca, fala que assim como as comunidades da Zona Sul, na Zona Norte também as UPP´s trouxeram o processo conhecido mundialmente como gentrificação, que é a remoção forçada pelo aumento do custo de vida, expulsando os moradores para bairros mais afastados e sem estrutura. "O problema é que quando o morador sai do Borel ou das comunidades perde sua identidade, seus vínculos e depois não consegue mais voltar, pois comprar ou alugar novamente uma casa na região ficou caro demais. A comunidade tem um enorme potencial para desenvolver atividades que gere renda para aqueles que ali sempre estiveram permanecerem".


 

Fonte: ASPLANDE - veja boletim de negócios do Projeto Mulheres em Rede

 

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