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51607/11/2013 a 05/12/2013

Abong finaliza projeto Comunicação e Direitos Humanos

No último dia 31 de outubro, chegou ao fim o projeto Comunicação e Direitos Humanos. Um projeto que nasceu no coração da Associação Brasileira de Organizações não Governamentais - Abong, entre suas associadas - todas parte do campo das entidades que lutam em defesa dos direitos e bens comuns -, e que ganhou dimensões maiores quando foi pensado para extrapolar as paredes da Abong e aproximar outras organizações não governamentais, movimentos sociais e entidades parceiras de sua base associativa.

 

Conveniado com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), o projeto Comunicação e Direitos Humanos possui algumas premissas que basearam sua ação. O colaborativismo, a construção coletiva do saber e o respeito e valorização da diversidade são alguns princípios que permearam o projeto desde sua proposição até sua implementação e execução integral.

 

A implementação do projeto aconteceu em algumas etapas: formação, articulação de rede e produção.

 

Formação em Comunicação e Direitos Humanos

 

A primeira etapa deu vida às bases do projeto, inclusive para as etapas posteriores, já que foi no ciclo de quatro oficinas de formação em Comunicação e Direitos Humanos que pudemos nos aproximar das pessoas e organizações que constituiriam depois a Rede Nacional de Comunicadores e Comunicadoras de Organizações não Governamentais e Movimentos Sociais para a Educação em Direitos Humanos - RENACOMDH.

 

A série de quatro oficinas contou com a participação de organizações da base associativa da Abong, além de outras organizações e movimentos parceiros das cinco regiões do Brasil. As oficinas foram realizadas nos meses de abril e maio em São Paulo (SP), Belém (PA), Olinda (PE) e Porto Alegre (RS). Cada cidade reuniu participantes dos Estados da região à qual pertence.


O processo de capacitação visou à formação de profissionais de organizações não governamentais e movimentos sociais por entender que é fundamental e urgente incidir para a mudança da cultura de direitos humanos, no sentido de maior respeito aos direitos humanos e valorização da diversidade. Isso passa pelo fortalecimento dos espaços e processos comunicativos de pessoas, movimentos sociais e organizações que atuam no combate à discriminação e na afirmação dos princípios da universalidade, indivisibilidade e interdependência dos direitos humanos. A comunicação é também processo e espaço de exigibilidade social e política dos direitos humanos, na medida em que organizações, redes e movimentos sociais dela se valem, direta ou indiretamente, para a atuação política e pressão social.

 

Com uma metodologia participativa, levando em consideração, de maneira democrática, o conhecimento acumulado dos/as participantes, a fim de ampliar tais acúmulos a partir da interação com referências teóricas apresentadas e experiências concretas de profissionais da área, a oficina permitiu trabalhar conteúdos essenciais tais como Direitos Humanos e Exigibilidade; Democratização da Comunicação; Comunicação para Educação em Direitos Humanos; Comunicação Alternativa; Comunicação nas ONGs e Movimentos Sociais; Planejamento Estratégico: estratégias, ferramentas e mecanismos (Comunicação Interna, Comunicação Externa e Relacionamento com a Mídia; Mídias Sociais; Marketing Social; Redes.

 

A diversidade dos grupos que compuseram o pontapé inicial dessa rede foi marca registrada da jornada de formação. Diversidade essa contemplada tanto nas temáticas dos Direitos Humanos, quanto no perfil individual dos/as participantes, até o perfil de cada grupo no que se refere a formação, atuação, origem, faixa etária, gênero, raça, cultura, etc.

 

Produção em rede

 

As oficinas foram também oportunidade para a apresentação das etapas seguintes do projeto. A primeira contemplaria justamente a articulação de uma rede nacional de comunicadores/as de organizações não governamentais e movimentos sociais que trabalham com a luta pela garantia de direitos. Assim nasceu a RENACONDH.

 

E nossa atuação em rede se deu por meio da última última etapa do projeto: a produção. A ampliação do Banco de Fontes existente no site da Abong e a Revista ComunicaDH integram esse momento do projeto.

 

Cada conteúdo desses dois produtos leva a realidade, a particularidade, o cotidiano de luta e de trabalho, o rosto, a voz e a missão de cada organização representada por cada pessoa que integra a RENACOMDH. E são esses três elementos, o Banco de Fontes, a Revista ComunicaDH e a RENACOMDH, o legado do projeto para uma agenda futura de atuação da rede.

 

A expectativa agora é que os/as participantes estejam preparados/as para contribuir para que suas organizações, redes e movimentos dialoguem melhor tanto com a mídia tradicional quanto com a alternativa, além de terem acesso a estratégias para pautar os temas que trabalham em diferentes âmbitos (local, nacional e até internacional). Espera-se ainda que a comunicação fortaleça os processos organizativos de que participam, de modo que pela reflexão e construção de um conjunto de estratégias de exigibilidade social dos direitos humanos possam ter mais sucesso na mobilização social em torno delas e na luta por sua real efetivação. Nesse sentido, o conjunto de metas específicas se coloca como resultados obtidos que encaminharam o projeto ao encontro de seu objetivo geral.



Confira a avaliação de alguns/algumas integrantes da RENACOMDH:

 

“Apesar de caminharmos na mesma direção, vivemos realidades diferentes neste Brasil multicultural, enfrentando e superando barreiras sociais diariamente. Esta luta é árdua e gratificante, e, muitas vezes, é necessário que nos afastemos e lancemos um olhar para realidades diversas a nossa para repensarmos objetivos e estratégias. A troca de experiências

vivenciadas na oficina do projeto Comunicação e Direitos Humanos, da Abong, revitalizou a construção do conhecimento e planejamento de ações coerentes e consistentes.”

 

Dóris Macedo, do Ilê Mulher (RS)

 

“As atividades possibilitaram um valioso fortalecimento do conhecimento acerca das ferramentas e processos comunicativos desenvolvidos por pessoas e movimentos sociais, tendo em vista que a utilização da comunicação por meio de diferentes plataformas se configura como espaço de exigibilidade social e política dos Direitos Humanos.”

 

Emerson Alves, do CAMP (RS)

 

“As Redes Sociais e as ferramentas digitais aproximam as pessoas e permitem processos ricos de produção coletiva. É como um grupo de trabalho virtual onde ideias e propostas vão se somando, aglutinando e agregando novas falas e conhecimentos. Ao final, a gente nem sabe mais de quem foi aquela ideia genial. Pode ter sido de alguém que se inspirou na fala de outra pessoa. Saber da autoria pra quê? A produção coletiva via rede tem outro sabor!”

 

Mauri, do IDhES (RS)

 

“Pudemos multiplicar a oficina do projeto Comunicação e Direitos Humanos, da Abong, realizada em Belém (PA), para outras organizações, principalmente no interior do Estado do Tocantins, aprimorando assim o trabalho de comunicação interna e o desenvolvimento

institucional dessas entidades.”

 

Silvia Patrícia Costa, do CDHP (TO)

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