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informes - ABONG

46929/07 a 11/08/2010

Regional Amazônia da ABONG define prioridades de atuação diante dos desafios da região

O Informes ABONG inicia uma série de reportagens sobre o perfil das sete regionais da organização no país. Na edição desta quinzena, João Daltro Paiva, diretor da Regional Amazônia fala sobre os desafios e perspectivas específicos da sua regional.



Por abranger 22 associadas espalhadas por oito estados brasileiros (AC, AM, AP, MA, PA, RO, RR e TO), uma dos maiores desafios da Regional Amazônia, segundo Daltro, é lidar com a enorme variedade de realidades da região.

 

Além da maior extensão geográfica, a região também abrange grande parte da Amazônia Legal, o que gera uma série de desafios para a sociedade civil local em relação ao modelo de desenvolvimento e à defesa do meio ambiente. Por isso uma das prioridades do regional, segundo Daltro, é discutir a qualificação do desenvolvimento. Para os diretores da regional, não é suficiente discutir modelos de desenvolvimento, mas o próprio conceito e seus paradigmas.

 

Para enfrentar estes desafios, a Regional Amazônia está concluindo seu planejamento para os próximos três anos. Depois de uma discussões em cada estado, a oficina regional, realizada nos dias 22 e 23 de junho, estabeleceu eixos prioritário de atuação, que após serem aprovadas e ganhar contribuições de todas as associadas determinarão a agenda e as ações das associadas da região para continuar lutando pelos direitos humanos e por uma região amazônica mais justa e sustentável.

 

 

Veja a íntegra da entrevista:

 

Informes ABONG: Qual é o perfil predominante das associadas do seu regional?

 

João Daltro: Na verdade, nós temos um grande mosaico. São 22 entidades no regional que, além de terem um amplo campo geográfico de atuação, têm um amplo campo temático. Temos entidades de Direitos Humanos, da defesa de direitos mais específicos. Nós temos entidades que trabalham com mulheres negras. Ao mesmo tempo, tem entidades que atuam mais no tempo de comunicação, com desenvolvimento rural sustentável, economia solidária, agroecologia.

 

Acho que não é algo só do regional, mas um perfil das entidades, de ampliar o leque de atuação e não ficar só focado em direitos muito específicos. É difícil dizer que tenham um perfil muito demarcado. Atuam tanto no campo quanto na cidade. Isso é algo muito forte no nosso regional: perfis muito abertos.


IA: Quais são as principais questões colocadas para a atuação da ABONG na Regional Amazônia?

 

JD: Estamos em processo de construção de planejamento, mas já sistematizamos as discussões. Da oficina regional em 22 e 23 de junho, saiu quatro eixos prioritários de atuação:

1) democracia e Dhescas

2) desenvolvimento institucional

3) qualificação do desenvolvimento: a idéia é avançar na discussão, na reflexão e na proposição de alternativas quanto à lógica de desenvolvimento. Não é suficiente discutir modelos de desenvolvimento, mas própria vaguidade do conceito de desenvolvimento e seus paradigmas de sociedade, cidade e cultura. Isto está tão diluído e com uma multiplicidade semântica tão grande, que acaba não dizendo o que é e se prestando a qualquer discurso.

4) Comunicação: a idéia é melhorar o diálogo com a sociedade, com as organizações e a comunicação interna também.

 

Esses eixos procuram responder a duas grandes demandas que a regional tem: uma em nível mais interno é a discussão de sustentabilidade (a questão aqui é a sustentabilidade multidimensional – política, financeira, técnica, etc) e, de outro lado, percebemos que é um desafio para a ABONG na Amazônia fazer a discussão e o enfrentamento do modelo desenvolvimentista que tem devastado a região ambiental, social e culturalmente.

 

IA: De que forma a regional costuma se articular? São realizadas reuniões periódicas?

 

JD: Há uma agenda prevista, mas ainda não acordada entro todas as associadas. A agenda definitiva deve sair em agosto. Historicamente, há pelo menos dois encontros anuais e, em nível estadual, pelo menos de dois em dois meses, mas isso depende do estado e das condições de cada entidade. No Tocantins, por exemplo, as entidades são muito distantes geograficamente. Para compensar isso, temos usado muito a internet para nos comunicar.

 

IA: Como a ABONG materializa sua atuação junto às associadas na regional Amazônia?

 

JD: Em termos de desenvolvimento institucional, há um esforço para o fortalecimento organizativo da ABONG Regional Amazônia. A idéia é criar estrutura para que a articulação e a mobilização realmente se efetivem. Por exemplo, correndo atrás de recursos com as associadas. Não significa só dinheiro, mas um expediente, por exemplo, um dia determinado para responder pela entidade. É importante que cada associada leve em consideração a participação na ABONG Amazônia.

 

A atuação no fortalecimento do enfrentamento às políticas de desenvolvimento predatório também é muito importante. Por exemplo: participação na campanha contra [a construção da usina de] Belo Monte, investimento na discussão do debate sobre matriz energética da região, aporte na campanha contra a criminalização dos movimentos sociais. Têm também a participação no Fórum Social Panamazônico que é muito importante para região.

 

IA: Qual projeto ou ação recente que tenha sido articulado pela Regional Amazônia você destacaria?

 

JD: Enquanto regional, podemos destacar a organização do Fórum Social Mundial aqui em Belém, em 2009. Esse foi um processo no qual a Abong foi a grande articuladora, tanto indiretamente, enquanto rede, quanto por meio de suas associadas. E agora com o Fórum Social Panamazônico, que foi um dos resultados mais significativos do FSM aqui na região.

 

IA: Quais são as pautas da ABONG em nível nacional que mais se relacionam à realidade local? Como elas são discutidas?

 

JD: Acho que o planejamento vai no sentido de tentar priorizar o que no plano nacional da ABONG é mais forte no regional. A questão da não criminalização dos movimentos sociais aqui é muito mais forte. Por exemplo, não é só na mídia que existe essa perseguição. Aqui tem líderes sociais sendo assassinados com muita frequência e ainda sendo culpados por sua própria morte. Na região de Anapu há, por exemplo, uma depreciação da figura da própria Dorothy Stang entre as pessoas da região.

 

IA: Como é o diálogo com as outras regionais e com a executiva nacional? A regional Amazônia tem sugestões para melhorar esta comunicação?

 

JD: Eu tenho percebido, nesse período recente, uma preocupação da ABONG com o diálogo em nível nacional. Há coisas simples, mas que são fazem diferença nesse processo. O grupo de e-mails do CD, por exemplo, que nos permite acompanhar tudo que está sendo discutido. A socialização da agenda da executiva, para que não seja só da executiva, mas uma agenda da ABONG e para que as regionais possam contribuir para que a agenda possa ser cumprida, é uma coisa simples, mas que melhora a comunicação.

 

Ao mesmo tempo em que se pensa esses instrumentos, como o grupo de e-mails, é preciso gerar uma atitude de pró-atividade na comunicação interna. Isso foi discutido em relação a nossa própria regional. Discutimos se teríamos um site da nossa regional, mas vimos que isso não resolve nada, se as associadas não entenderem qual é papel dele no desenvolvimento da regional, se não houver contribuições constantes para ele.

 

Se olharmos os Informes ABONG, por exemplo, há uma carga grande de notícias do Sul-Sudeste e chegamos a conclusão de que as associadas muitas vezes não tem uma postura comunicacional, de enviar material de divulgação, por uma série de limitações, mas não tem. Não adianta blog, orkut, e-mail, site, se as pessoas não enxergarem a importância da comunicação. Acho que na ABONG Nacional se faz necessário continuar investindo nisso. Estamos em um caminho muito interessante.

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