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informes - ABONG

51705/12/2013 a 06/02/2014

Abong realiza seminário sobre o tema "Captação de Recursos e Sustentabilidade das ONGs”

Por Amanda Proetti

A Diretoria Estadual da Abong em São Paulo promoveu, nesta segunda-feira (18/11), das 9h às 12h, na sede da Liga Solidária, seminário sobre o tema "Captação de Recursos e Sustentabilidade das ONGs" com Marcelo Estraviz, professor do MBA de Gestão e Empreendedorismo Social da FIA/USP, fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) e autor de Um dia de captador e co-autor de Captação de diferentes recursos para organizações da sociedade civil.

 

O evento é um desdobramento das respostas à Consulta às ONGs que antecedeu a reunião do Conselho Diretor da Abong, em Brasília, nos dias 12 e 13 de setembro. As respostas recebidas contribuíram significativamente para que as ações da Abong reflitam o pensamento de suas associadas e parceiras.

 

Estiveram presentes aproximadamente cinquenta pessoas entre representantes de organizações associadas à Abong e outras parceiras.

 

Estraviz iniciou sua palestra contestando analogia feita por Valdir Mafran, da Liga Solidária, ao comparar a dificuldade do tema àquela enfrentada por um malabarista. Para ele, a captação está muito ligada à busca por aliados e ao convívio com os/as mesmos/as. “É fácil. O problema é que muitas organizações fecham essa porta e criam o castelinho das ONGs.”

 

O professor explica que foi feita uma “má tradução” do termo em inglês Fundraising, que quer dizer “florescer recursos”. Para ele, a sutileza do significado não foi captada pelo termo “captação” que é compreendido como um elemento externo, um problema.

 

O palestrante critica o modelo brasileiro de captação, que se dá por meio de projetos e é mais dependente do recurso público e exalta o modelo norte americano, que se debruça sobre um espírito comunitário e mais autônomo do Estado.

 

Ele chama a atenção para a diversidade de possibilidades de fontes de recursos e defende a diversificação de financiadores em vários aspectos, até mesmo enquanto recurso nacional ou estrangeiro, para driblar o modelo por projetos imposto por uma parcela dos financiadores e para um menor risco da sustentabilidade das organizações. “O que nos dá legitimidade é ter mil, cinco mil, 100 mil pessoas apoiando a nossa causa. No Brasil isso é raro enquanto no resto do mundo é ao contrário”, avalia.

 

Para o diretor estadual da Abong em São Paulo, Paulo Roberto Padilha, “o seminário serviu para trazer a fundamental dimensão de valorização das pessoas, das redes de pessoas, das relações pessoais e interpessoais.”

 

Renata Monteiro Pereira, da Care Internacional Brasil, avalia o evento como uma oportunidade de voltar à essência. “Para uma organização bem estruturada como a Care, um seminário assim é importante para resgatar a essência porque muitas vezes nesse processo de apagar incêndio imposto pelo modelo brasileiro via projetos nós nos perdemos.”

 

Com o que José Welington, do CENPEC - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, concorda. “Independente da idade da organização, isso é algo que tem que estar sempre em reflexão.”

 

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