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51806/02/2014 a 06/03/2014

Plebiscito Popular avança em São Paulo

Por Amanda Proetti

 

Após as manifestações de junho que se espalharam pelo país abarcando protestos de diversas ordens, desde o aumento da passagem de ônibus até reformas estruturais como mais saúde e educação - o que no entendimento de alguns especialistas representa o ascenso da luta política de massas no Brasil, enquanto no de outros deixa claro que a população, em especial os/as mais jovens, está cansada do modo de se fazer política -, a presidente Dilma Rousseff anunciou uma proposta de plebiscito para uma constituinte sobre a Reforma Política, o que foi descartado pela própria presidenta horas depois em razão de pressões da oposição e até parte de sua base aliada.

 

Como resposta a esse movimento, movimentos sociais, partidos e outras organizações se reuniram, então, para propor e organizar um Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. O que a coalizão pretende é se utilizar de uma ferramenta pedagógica para o debate com a sociedade sobre que sistema político queremos. “Nosso objetivo é radicalizar a democracia, ampliando os espaços de participação da população. Nesse sentido, é preciso que reivindiquemos uma Reforma Política que vá além de uma Reforma Eleitoral, mas que sirva para questionarmos o modelo de Estado que temos”, defende Maria Júlia Montero, da Marcha Mundial das Mulheres, em artigo publicado na última quarta-feira (05/02) pelo jornal Brasil de Fato.

 

No último fim de semana (1 e 2 de fevereiro), cerca de 200 pessoas de 79 organizações participaram do Curso Estadual de Formação de Formadores em São Paulo. O objetivo do curso foi ampliar o número de pessoas no Estado de São Paulo que ao compreender melhor os limites do sistema político atual, possam contribuir com a construção do Plebiscito Popular com a formação de comitês e a multiplicação da formação em seus locais de atuação, buscando uma representação bem distribuída no Estado todo. A ideia é que a agenda do Plebiscito possa se somar dialogando com as muitas e variadas agendas dos movimentos, organizações e partidos que assinam a campanha, já que algumas questões da agenda dizem respeito a temáticas centrais como gênero, raça e etnias no quesito subrepresentação de mulheres, indígenas e negros/as no parlamento, bem como à importância do fortalecimento de mecanismos de democracia e participação como conselhos e referendos e plebiscitos que permitam ao povo participar das decisões políticas de forma efetiva.

 

O encontro ocorreu na capital paulista com a representação de 40 cidades, incluindo a Grande São Paulo e o interior.  No último dia de encontro, 16 comitês regionais foram criados em todo o Estado. E os movimentos sindical e social já preparam novas ações que serão incorporadas numa agenda de luta durante os próximos meses. A ideia é que o plebiscito seja votado em setembro. O advogado e militante da Consulta Popular, Ricardo Gebrim, tem boas perspectivas para a campanha. “Esse curso de formação de formadores é três vezes maior do que foi o que tivemos no Plebiscito Contra a Alca, em 2002”, constata.

 

O Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político já teve lançamentos estaduais e cursos de formação de formadores nas instâncias nacional e estadual. No Estado de São Paulo, a campanha foi lançada no dia 30 de novembro, com a participação de dezenas de lideranças populares. A Plenária Municipal de São Paulo e o lançamento do Plebiscito na cidade acontecerão no dia 15 de março, em local a definir. Reuniões dos comitês locais irão ocorrer durante todo o mês de fevereiro.



Com informações dos sites Brasil de Fato e Plebiscito Popular.

 

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