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51906/03/2014 a 03/04/2014

Festival de Economia Solidária debate alternativas ao atual sistema de produção e consumo

Por Nana Medeiros

 

No começo de fevereiro, a ONG Avante – Educação e Mobilização Social promoveu a terceira edição do Festival Florescer de Economia Solidária. O evento, realizado em Salvador, reúne diversos empreendimentos para reforçar à própria população o valor e a importância da economia solidária, tanto como uma opção de produção de qualidade, como uma ação de geração de renda.

 

Segundo Fabiane Brasileiro, coordenadora do Projeto Florescer e da Linha de Formação para o Trabalho da Avante, a economia solidária não deve ser enxergada como uma atividade pontual, mas que deve se expandir e alcançar cada vez mais lugares. “Vivemos em um sistema capitalista que exclui e, de fato, existem indicações de uma diminuição do mercado formal. Aliado a isso, há uma enorme quantidade de pessoas com má qualificação em relação à educação básica que não são aceitas no mercado formal. É evidente que precisamos de alternativas”.

 

Para ela, a noção de economia solidária vem crescendo no país, a julgar pelas políticas públicas que estão sendo voltadas para o tema. Um grande avanço foi a criação, em 2003, da Secretaria Nacional da Economia Solidária (SENAES) e, no mesmo ano, do Fórum Brasileiro de Economia Solidária. Além disso, para Brasileiro, a criação de uma lei estadual de Economia Solidária na Bahia é sinônimo de avanço, mesmo que ainda haja uma luta muito grande pela lei municipal.

 

A lei de economia solidária fortalece os empreendimentos e cooperativas formadas a partir do comércio justo e solidário, desde a produção até a comercialização final do produto. Com a lei, há possibilidade de esses empreendimentos comercializarem seus produtos para creches, por exemplo, como já ocorre em alguns municípios da Bahia. Segundo Brasileiro, em alguns lugares, a compra e venda de produtos para merenda escolar é realizada com base na economia solidária. “Através de um comércio justo e seguindo princípios da autogestão, o empreendimento é gerido pelos próprios cooperados, que produzem para sua própria comunidade”.

 

O Festival realizado pela Avante reuniu cooperativas de alimentação, artesanato, costura e estética, além de atividades culturais e oficinas voltadas para crianças e adultos. Estiveram presentes grupos de diferentes segmentos, mas que geram renda a partir dos mesmos valores solidários.

 

Os “empecilhos” para a inserção formal dessas pessoas no mercado de trabalho – a baixa escolaridade, o fato de a maioria serem mulheres e com idade relativamente avançada –, na economia solidária, não impedem a formação de pessoas produtivas, que geram renda suficiente para suas famílias e através de seus próprios empreendimentos. Um exemplo é Arlete Santos, de 50 anos, que, com orientação da Avante, entrou para a COPS – Cooperativa Pedacinho do Sabor. Segundo Fabiane Brasileiro, que acompanhou de perto o caso, Arlete era muito dependente e tinha medo do marido. A partir do trabalho na cooperativa desenvolveu autonomia financeira e coragem para ser independente. “Arlete se transformou num sujeito produtivo, assim como muitas outras mulheres. O empreendimento fortalece a autoestima das pessoas envolvidas, elas se sentem mais úteis, já que conseguem seus próprios recursos e em comunidade”.

 

Apesar dos avanços, Brasileiro acredita que ainda é preciso pensar a Economia Solidária como uma alternativa possível ao sistema explorador e excludente que existe no país. Neste sentido, acredita que são necessárias mais políticas públicas voltadas ao segmento, além de uma rede comprometida de gestores públicos atentos ao tema e fortalecimento dos Fóruns nacionais e locais.

 

Na luta por avanços, a Avante já fomentou cinco empreendimentos na comunidade do Calabar, em Salvador. Um deles é a primeira cooperativa de estética do Estado. “São mulheres em situação de vulnerabilidade social, que agora estão se capacitando para atender à estética Afro da região”, afirma Brasileiro. Além disso, a Avante também apoia e acompanha de perto a Coperfeira Novo Sabor - Cooperativa de Alimentos da Feira de São Joaquim, que trabalha com mercadorias que geralmente iriam para o lixo, não fosse o trabalho da cooperativa, que desidrata e comercializa as frutas que não servem para o comércio final.

 

Leia aqui mais sobre os projetos da Avante em Economia Solidária

 

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