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informes - ABONG

51906/03/2014 a 03/04/2014

O papel das mulheres dentro da agricultura familiar

Se há 20 anos as mulheres do Semiárido ficaram conhecidas como “viúvas da seca” – pois seus maridos partiam para outras regiões do Brasil em busca de melhores condições de vida –, hoje o cenário é diferente. Não que as “viúvas” tenham sido extintas, mas boa parte das mulheres vive uma nova realidade no Semiárido brasileiro.

 

Elas estão no plantio, na colheita, no beneficiamento, nas feiras agroecológicas, em associações... E, vêm assumindo um papel inegavelmente importante no processo produtivo da agricultura familiar. A presença das mulheres na agricultura e na política cresce cada dia mais. Elas estão se organizando melhor, se conscientizando e exigindo mais seus direitos e o reconhecimento do trabalho que desenvolvem – não apenas no âmbito familiar, mas profissional.

 

Dona Lenir Ferreira, agricultora do município de Abreu e Lima, Zona da Mata de Pernambuco, assessorada pelo Centro Sabiá, trabalha com a agricultura familiar há pelo menos 17 anos. Ela sempre esteve envolvida com a venda dos produtos que beneficia. Lenir confessa que no começo foi difícil, pois muitos maridos não apoiavam o trabalho das mulheres. Mas ela não desistiu. “No começo, eu trabalhava com o Clube de Mães e a gente já vendia junto com dez mulheres, só que infelizmente alguns maridos não eram muito a favor. Aí elas se afastaram e eu fiquei sozinha. Muito tempo depois é que veio esse novo trabalho de processamento com os produtos nossos”, conta.

 

Neste 8 de março as agricultoras já podem comemorar algumas conquistas. Nos últimos anos, os governos têm realizado fóruns para fortalecer a reivindicação das mulheres pela implantação de políticas públicas que beneficiem seus respectivos territórios – como na Zona da Mata e no Semiárido. Além disso, instituições como a ASA (Articulação Semiárido Brasileiro) também trabalham a fim de promover o empoderamento desse público. Com o programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC), as mulheres estão em foco. Ser mulher provedora da família, por exemplo, é um dos principais critérios para seleção das famílias beneficiadas.

 

Quando perguntada sobre o que falta para melhorar ainda mais a vida das mulheres agricultoras, dona Lenir é categórica: “Mais confiança e apoio da família principalmente, porque só vai pra frente se a família está apoiando”, finaliza.

 

Fonte: Centro Sabiá, por Pricila Xavier

 

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