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4294/09/2008 a 18/09/2008

Grito dos excluídos mobiliza pela participação popular

No próximo dia 7 de setembro, serão realizadas, em todo Brasil, as mobilizações da 14ª edição do Grito dos Excluídos. Este ano, o tema da ação é “A vida em primeiro lugar. Direitos e Participação popular”. Luis Bassegio, da coordenação nacional do Grito dos Excluídos Brasil e secretário do Grito Continental, conta que as mobilizações devem levar mais de 500 mil pessoas às ruas em todo país.

 

“Nossa idéia com estas bandeiras é afirmar que é preciso que o povo participe dos processos de tomada de decisão para a conquista dos seus direitos. Não apenas para garantir os direitos já consilidados enquanto tais, mas também para ampliar os direitos e universalizá-los”, afirma. Para ele, este ano, devem ter destaque nas mobilizações os temas do meio ambiente e dos biomas, a questão dos biocombustíveis e do agronegócio, além dos direitos por moradia e saúde e a questão da terra e reforma agrária.


Um dos principais eixos do Grito este ano em relação à questão do projeto popular é a democracia direta e participativa. “No sentido da elaboração e execução de projetos para melhoria da vida das pessoas e do controle social sobre a coisa pública”, explica Bassegio.

 

Outro eixo é o de soberania nacional, que abrange todas as questões relacionadas à dívida, à política econômica, aos recursos naturais e à diversidade. “Um outro eixo é o de projeto popular para o país desde baixo, que afirma a necessidade de pensar rumos diferentes para o Brasil, em que não se priorize o capital finaceiro, as monoculturas agroexportadoras e os trangênicos, mas sim a agricultura familiar”, conta Bassegio, tendo em vista que “a agricultura familiar é a que mais gera empregos no Brasil e que produz alimentos bons e baratos para a população”.


Em relação aos direitos, a mobilização vem criticar a onda de reformas que buscam retirar os direitos de participação popular. “Ano passado, queriam fazer a reforma da previdência, e foram com muita sede ao pote para retirar direitos do povo. Foi a pressão popular que fez o governo recuar”, conta Bassegio.


Para o sucesso das mobilizações do dia 7 e a continuidade do processo para os demais anos, Bassegio aposta nas ações locais em parceria com a Assembléia Popular, novidade do Grito este ano. “Está sendo um belo casamento, que vem contribuindo de maneira determinante para organizar o povo nos locais, municípios e bairros”, diz Bassegio, acrescentando que a idéia do Grito dos Excluídos não é apenas reivindicatória e de conquistas imediatas.

 

“Só vamos resolver os problemas do país quando houver uma ampla mobilização popular, por isso, apostamos também no saldo organizativo que estas ações nos trazem”, conta. Para ele, o dia 7 é o auge das mobilizações, mas “a partir desta empolgação, é preciso que o povo continue se organizando, tendo em vista a construção do projeto popular alternativo que atenda as demandas da população”.


Bassegio conta que a ousadia de dar voz aos(às) excluídos(as) é uma das maiores conquistas simbólicas do Gritro. “Mudamos a cara do 7 de setembro. Tínhamos desfiles, tanques e soldados, e hoje temos uma grande mobilização nacional que mostra que a Nação não é só isso. É gente que não tem trabalho, meninos(as) na rua, migrantes e uma imensa diversidade”, conclui.

* Leia mais nos sites do grito dos Excluídos Brasil http://www.gritodosexcluidos.org/ e saiba mais sobre o Grito Continental, que acontece no dia 12 de outubro http://gritodosexcluidos.com.br/.

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