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informes - ABONG

42819/08/2008 a 3/09/2009

Pesquisa mostra diversidade do associativismo brasileiro

Entre 2002 e 2006, o número de fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil cresceu 22,6%, passando de 276 mil para 338 mil. No período de 1996 e 2002, o crescimento foi de 157% (105 mil para 276 mil). Os dados são da segunda edição da pesquisa Fundações e Associações Privadas Sem Fins Lucrativos no Brasil (Fasfil), lançada no dia 7 de agosto no Rio de Janeiro (RJ). O levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a ABONG  e o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas – GIFE.

 

Para a integrante da diretoria colegiada da ABONG, Tatiana Dahmer Pereira, esse número não reflete a existência de 338 mil entidades do “terceiro setor”, grupo relacionado à filantropia empresarial, nem, muito menos, às ONGs, compreendidas como entidades de defesa de direitos. “Tais conceitos não têm base jurídica, são políticos e em disputa sobre seus significados.

 

Além disso, há uma tipologia nessa diversidade, o que contribui para uma compreensão não tão simplista como vem sendo realizada hoje pela mídia e pela opinião pública, de uma forma geral. Mas, os números precisam ser analisados com cautela”, afirma Tatiana, acrescentando que “a pesquisa traz elementos interessantes para melhor compreensão do universo associativo de nossa sociedade e a metodologia permite apreender melhor o que chamamos de organizações da sociedade civil, as tais entidades sem fins lucrativos, em um universo de 6 milhões de organizações privadas no Brasil”.

 

O levantamento mostra que os das 338 mil FASFIL em todo o País, 35,2% atuam na defesa dos direitos e interesses dos cidadãos, 24,8% são instituições religiosas e 7,2% desenvolvem ações de Saúde e Educação e pesquisa. “Se há algum crescimento de organizações defensoras de direitos, há processo semelhante relacionado às entidades patronais e corporativas. Ou seja, processos associativos têm sido crescentes em toda sociedade por diferenciados motivos e é preciso analisar perfis e correlações de força dos interesses em disputa, dos projetos de sociedade que se expressam através desses crescimentos”, alerta Tatiana.

 

O grupo de entidades de Meio ambiente e proteção animal teve um crescimento de 61,0%, quase três vezes superior à média nacional (22,6%). Também mostra que a idade média das FASFIL em 2005, era de 12,3 anos, sendo que a maior parte delas (41,5%) foi criada na década de noventa. A região Sudeste abriga 42,4% delas. Tatiana aponta que não há indicadores referentes à mortalidade das entidades. “Ainda é preciso buscar elementos no que se refere à durabilidade das organizações”, diz.

 

O levantamento mostra que os salários médios mensais nas FASFIL é de R$ 1.094,44. No entanto, essas instituições são, em geral, de pequeno porte, e 79,5% (268,9 mil) delas não possuem sequer um empregado formalizado. “Para quem, de forma preconceituosa e generalizante, acredita que se enriquece ao trabalhar em uma ONG, a renda média de um (a) trabalhador (a) do setor não ultrapassa quatro salários mínimos naquele período de 2005”, aponta Tatiana.

 

A Abong divulgou um posicionamento público (veja link abaixo) em que destaca algumas informações trazidas pelo estudo.

 

* Veja o posicionamento da Abong na íntegra:

http://www2.abong.org.br/final/caderno2.php?cdm=19145

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