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informes - ABONG

4275/08/2008 a 19/08/2008

Mulheres discutem conteúdo e miram políticas de comunicação

As cerca de 50 participantes do seminário “Democratizar a Comunicação para democratizar a vida social” estavam em busca de aprendizados e desafios. Encontraram a ousadia, a coragem e a irreverência da luta feminista no exercício do direito à comunicação. E construíram propostas que apontam para a necessidade de ocupar ainda mais espaços de produção de conteúdo e representação das mulheres na comunicação e também de ocupar espaços de tomada de decisão política neste setor, como a Conferência Nacional de Comunicação.

 

O encontro aconteceu no dia 30 de julho, na SOS Corpo, em Recife, e tinha como objetivos fortalecer a ação do movimento feminista na luta pela democratização da comunicação; refletir sobre a ação de comunicação feminista; e favorecer o debate sobre a Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma Política numa perspectiva feminista. “A opção por transformar a sociedade hoje é necessariamente uma opção por transformar a comunicação”, afirma Ana Veloso, do Centro das Mulheres do Cabo.

O seminário contou com a apresentação de experiências de mulheres que produzem comunicação alternativa (veja matéria a seguir) e com um debate sobre a intervenção das mulheres no cenário das políticas de comunicação. Também construiu a relação da luta pela democratização da comunicação com a luta pela reforma política ampla, democrática e participativa.

 

A jornalista Aline Lucena, da Sinos, falou sobre o contexto atual da luta pela democratização da comunicação e a afirmou como condição material para a efetivação do direito à comunicação. “Não podemos pensar em democracia na comunicação sem pensar no modelo oligopolista, baseado nas concessões a empresas privadas, instrumento a serviço do modelo econômico”, disse, exemplificando com a recém criada Frente Parlamentar da Comunicação Social, que “nada mais é, senão um espaço para defender os interesses da indústria de comunicação”. “Não é possível que se apropriem do discurso da liberdade de expressão para falar em liberdade de expressão comercial”, pontua.

Para Ana Veloso, é preciso que as mulheres comecem a fazer política de forma comunicacional. “Hoje, é sujeito político quem tem voz ativa na esfera pública”, diz. “Se, no passado, afirmamos que o nosso corpo é nosso, hoje temos que afirmar que nossa voz é nossa”.

As jornalistas afirmam a necessidade de as mulheres ocuparem os espaços de discussão em relação aos temas candentes da comunicação hoje, como a TV Pública, as concessões de rádio e TV e a Conferência Nacional de Comunicação. São muitos os desafios até o encontro, que ainda não foi convocado pelo executivo, e o movimento de comunicação luta para que seja realizado em 2009.

 

“A luta por um conteúdo não machista é necessária e permite que avancemos sob o ponto de vista da sensibilização e da formação. No entanto, é preciso saltar para ações estruturantes, que mexam nas políticas de comunicação e promovam uma regulamentação que coíba o que hoje acontece: violações de direitos na mídia e do próprio direito à comunicação, impunes por falta de estrutura democrática que regule este setor”, afirma Rosário de Pompéia, jornalista e pesquisadora do Observatório de Mídia Regional, da UFPE.

Para Rosário, Aline e Ana, as mulheres precisam construir uma intervenção nos espaços em que está em debate a comunicação: o plano de políticas para as mulheres (o eixo 8 versa sobre a imagem da mulher na mídia); a plataforma dos movimentos sociais para a reforma política (o eixo 4 versa sobre a democratização da comunicação); e a própria conferência nacional, caso ela aconteça.

* Leia mais sobre o processo de construção da Conferência Nacional de Comunicação em www.proconferencia.com.br/


* Saiba mais sobre a Campanha por Democracia e Transparência nas Concessões de Rádio e TV em www.quemmandaevoce.org.br.

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