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52604/09/2014 a 02/10/2014

FST-Energia debate a questão da Energia no Brasil e no mundo

Entre os dias 7 e 10 de agosto, aconteceu, em Brasília (DF), o Fórum Social Temático Energia (FST-Energia), um encontro internacional entre pessoas e entidades interessadas em discutir a questão da Energia no Brasil e no mundo sob a perspectiva “Energia: para quê, para quem e como?”. O evento, que reuniu em torno de 300 pessoas, participação majoritariamente brasileira, foi uma iniciativa de organizações da sociedade civil e se insere no processo do Fórum Social Mundial, no qual está em curso a realização, durante o ano de 2014, de mais de 40 Fóruns Sociais Nacionais, Regionais ou Temáticos em diferentes países.

 

O FST-Energia atende a uma urgência da sociedade civil, tanto de refletir, de forma ampla, sobre os problemas que vem sendo criados pelas matrizes energéticas utilizadas em todos os países, tanto do ponto de vista social como econômico e ambiental; quanto de se mobilizar para uma mudança efetiva para novos modelos de desenvolvimento.

 

Damien Hazard, diretor executivo da Abong, destaca a presença dos/as atingidos/as pela exploração do urânio no sul da Bahia, pelos projetos de monocultura de etanol, pela energia eólica e pelas centrais nucleares. “Foi muito interessante a participação deles/as, não só na base da crítica do modelo atual, como também muito propositiva”, observa.

 

A construção de grandes hidroelétricas e de usinas nucleares, assim como o uso de termelétricas com combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, atende mais às necessidades da mineração e da indústria que da população. Ao mesmo tempo é lenta a adoção de fontes mais limpas, ecológica e socialmente sustentáveis, como o sol e os ventos, assim como a busca de eficiência na utilização da energia elétrica produzida e a descentralização dessa produção, valorizando as fontes disponíveis em cada localidade e a participação das famílias, comunidades e povos.

 

O tema tem vinculação direta com o enfrentamento das mudanças climáticas, que geram sofrimento e morte de um número crescente de pessoas, e com a urgência de avançar nos compromissos internacionais que serão discutidos na COP 20 em Lima, no Peru, em dezembro deste ano. “Temos que entender que a questão da matriz energética está no centro do debate sobre novos modelos de desenvolvimento. “Não se pode debater este assunto [novos modelos de desenvolvimento] sem mudar o modelo da matriz energética brasileira e mundial. A utilização dos combustíveis fósseis e da matriz nuclear contribuirá para o aquecimento global e para as mudanças climáticas nos próximos 30, 40 anos. Será uma catástrofe”, alerta Damien.

 

O FST–Energia tem caráter internacional, como todos os Fóruns Sociais do processo do FSM, e é aberto, portanto, à participação de pessoas e organizações de todos os países. Damien representou a Abong na ocasião. Ele lamenta que a maior parte dos movimentos não tenha consciência da importância do debate sobre Energia. “O baixo número de participantes também mostra que os movimentos não conseguiram se apropriar deste assunto”, comenta.


Como bem observa o Portal do FST-Energia, as fontes de energia deixaram de ser bens da natureza ou bens comuns, condições de vida para todos os seres vivos. Foram privatizados. Tornaram-se propriedade privada das famílias ou grupos econômicos com poder de compra em processos promovidos por Estados autoritários, autocráticos, oligárquicos ou relativamente democráticos. E quando mantidos como algo administrado pelo Estado, tomaram a forma empresarial, com gestão voltada para a geração de lucros, sejam eles destinados a novas iniciativas de crescimento econômico ou distribuídos a acionistas, quando passaram a ser empresas mistas.

 

O membro da diretoria executiva da Abong destaca a Campanha Nacional por uma Nova Política Energética “ENERGIA para a vida!”, lançada durante o evento. Para fomentar os debates, a iniciativa conta com umhotsite, onde é possível assinar uma petição a favor de novas fontes energéticas, que será encaminhada aos/às candidatos/as à presidência. “Nessa temática da Energia, o governo está indo na contramão do que deveria, que é de uma energia mais limpa. O governo está contribuindo para desenvolver uma matriz energética socialmente injusta e ambientalmente danosa”, conclui Damien.



Com informações do Portal do FST-Energia.

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