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informes - ABONG

42617/07/2008 a 5/08/2008

Pesquisa aponta afinidade da população com o MST

A Vale (antiga Vale do Rio Doce) encomendou ao Instituto Ibope uma pesquisa com o objetivo de “mapear a imagem dos movimentos nacionais em termos de entendimento sobre seus propósitos, interesses, formas de ação e conseqüências para o país”. A pesquisa ouviu, de 26 de abril a 6 de maio, 2,1 mil pessoas com mais de 16 anos de nove regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Distrito Federal, Salvador, Fortaleza); das cidades de Vitória, São Luís, Imperatriz, Belém e Marabá; e das regiões do interior de Minas Gerais, Vale do Ribeira, Cariré e entorno e Dourados e entorno.


Quando a pesquisa foi publicada por jornais, o MST divulgou nota que dizia que "a pesquisa demonstra apoio da sociedade e do povo brasileiro ao MST, com 46% de aprovação à nossa luta. No entanto, apresenta resultados contraditórios, que atestam o bombardeio de notícias e caracterizações distorcidas dos movimentos sociais pela mídia. Logo, serve mais para condenar a mídia pela cobertura limitada e parcial do que a atuação dos movimentos sociais do nosso país".


O integrante da assessoria de comunicação do MST, Igor Felippe, ressalta que “a pesquisa foi feita de forma séria, para medir a opinião da população em relação aos movimentos sociais do campo” e foi positiva, porque “o MST tem a compreensão de que não conseguiremos fazer a Reforma Agrária sem apoio de toda a sociedade”.

 

Para ele, é importante enfatizar que a Via Campesina vem denunciando os impactos negativos causados pela atuação da mineradora Vale, que vem atuando na linha de frente da repressão contra os movimentos sociais e que “depois dessa pesquisa, a Vale mudou de postura ao perceber que os movimentos sociais, especialmente o MST, têm legitimidade na sociedade e um importante apoio popular”.

 

O levantamento mostra que o MST é uma organização já conhecida e reconhecida como uma organização nacional (81% sabem que ele está em todo país), mas demonstra um baixo conhecimento da Via Campesina. Igor explica que o movimento ficou impressionado com este nível de conhecimento, mas que é cedo para o mesmo nível em relação à Via. “É recente a reunião dos movimentos sociais do campo na Via Campesina para fazer lutas comuns contra o agronegócio.

 

O fortalecimento desta articulação corresponde a um novo momento da agricultura brasileira e mundial, que depende da derrota do agronegócio e do atual modelo econômico”, diz. Para ele, o fato de a mídia tratar o agronegócio relacionando-o ao desenvolvimento e não a um modelo que deve ser combatido é um dos fatores de desconhecimento da Via.


A ação do movimento relacionada a palavras como “invasão” e “protesto” também pode ser relacionada à ação dos meios de comunicação. “Desde que o MST foi fundado, as nossas ações são tratadas de forma preconceituosa pela mídia”, afirma Igor. Para ele, o resultado da pesquisa demonstra que “apesar da campanha realizada pelos meios de comunicação, a população apóia o MST”.

 

Ele se refere a 46% das pessoas que se afirmaram favoráveis ao MST e aos 65% que disseram ter afinidade com o movimento. Entre as pessoas que conhecem o movimento, 67% têm afinidade e concordam com o objetivo do movimento. Apenas 14% disseram que são muito desfavoráveis. A favorabilidade ao MST é maior nas RM’s do Nordeste, sobretudo em Salvador (70%) e também cresce quanto mais jovem é o entrevistado.

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