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52702/10/2014 a 06/11/2014

Tecnologia a favor da democracia

Abong explora o desenvolvimento de novas práticas de formação utilizando a modalidade da Educação a Distância

 

Por Nana Medeiros

 

As novas possibilidades trazidas pela tecnologia têm sido cada vez mais apropriadas pelas organizações da sociedade civil, principalmente para buscar mais visibilidade, transparência e organização estratégica. Estes três elementos combinados a tantos outros resultam no fortalecimento que o campo precisa para fomentar um ambiente mais favorável à sua atuação.

 

Para atender a este viés do fortalecimento de sua base associativa e do campo das organizações de defesa de direitos e bens comuns como um todo, tirado na assembleia que definiu sua gestão atual, foi que a Abong iniciou, em janeiro deste ano, o projeto Compartilhar Conhecimento: uma estratégia de fortalecimento das OSCs e de suas causas. Patrocinada pela Petrobras, a iniciativa tem como objetivo inicial desenvolver a formação de profissionais de organizações da sociedade civil em Gestão e Desenvolvimento Institucional, contribuindo para o fortalecimento político das entidades e buscando qualificar suas ações em termos de articulação, ação coletiva e diálogo com a sociedade. Ao mesmo tempo, as formações visam ampliar práticas que possibilitem a sustentabilidade dessas organizações.

 

Parte das formações do Projeto acontece com base em uma metodologia já conhecida e bastante comum para o campo, reunindo representantes de diferentes organizações em cursos presenciais. O diferencial, no entanto, está nas formações que se utilizarão da modalidade EaD (Educação a Distância) para serem implementadas. Para Renata Pistelli, coordenadora da área de formação da Abong, os momentos presenciais não deixam de ser fundamentais, uma vez que o formato se alia aos princípios da educação popular. Ela reconhece, no entanto, a importância da inovação que, neste caso, está em explorar a modalidade EaD.

 

O projeto Compartilhar Conhecimento desenvolveu sua plataforma oficial no Moodle (plataforma livre de EaD) como estratégia para ampliar o alcance dos processos educativos e potencializar o uso de tecnologias pela sociedade civil organizada. Desse modo, além da formação, há um fortalecimento da capacidade de ação coletiva do setor. As formações do Projeto na modalidade EaD são planejadas de forma a promover alta interatividade, a valorizar o conhecimento prévio dos/as participantes, o diálogo e o contexto das dinâmicas sociais envolvidas e suas redes de relações. Tudo isso em favor do desenvolvimento social e da democracia. Para Renata, o método respeita e talvez até reinvente a educação popular, que tem, em si, o papel de construção e conscientização social. As formações realizadas pelo Compartilhar Conhecimento visam garantir o potencial transformador da educação popular, mantendo o foco no/a participante e na troca de conhecimentos de forma horizontal, ainda que considere a inserção da tecnologia.

 

O desafio, portanto, está na complexidade que as novas tecnologias de comunicação trazem para a sociedade civil. “É preciso ter cuidado para trabalhar com essas novas ferramentas, sem deixar de garantir que o processo seja inclusivo. A EaD só vai ser transformadora à medida que nos apropriarmos da tecnologia conscientes de que o acesso a ela ainda é muito desigual”, avalia a coordenadora.

 

A jornalista Michelle Prazeres, mestre em Comunicação e Semiótica e especializada em Educação, concorda que a questão do acesso é um primeiro passo importante, mas aponta para o fato de que apenas dispor da tecnologia não é suficiente. Para ela, não adianta inserir a tecnologia em um processo se ela não estiver sendo usada para cumprir com um objetivo específico que, no caso da sociedade civil organizada, é um objetivo político. “Quando uma organização produz um site ou um blog ou se apropria de uma tecnologia, ela também está fazendo política levantando uma bandeira e exercitando o direito de se comunicar. O que a tecnologia faz é potencializar processos que já estão acontecendo. No caso do projeto Compartilhar Conhecimento, a tecnologia entra com um objetivo muito claro de democratização do conhecimento e, desta forma, ela faz total sentido, pois  respeita o contexto e promove a articulação política e a mobilização social”, salienta.

 

Um dos objetivos do projeto Compartilhar Conhecimento é, justamente, estimular as organizações para que se apoderem de novas ferramentas de informação e comunicação. Na opinião de Babette de Almeida Prado, designer institucional, especialista em EaD e consultora do Projeto, isso é necessário para que as frentes de ação da sociedade civil também sejam impactadas por transformações positivas, “a ponto de se revelarem como verdadeiras catalisadoras de transformações sociais pelo mundo afora, como já têm feito através de suas interações em rede, fora do ambiente virtual”.

 

Até o momento foram realizadas duas oficinas presenciais sobre o tema “Mobilização de Recursos”, uma no Rio de Janeiro e outra em Porto Alegre, e o primeiro curso EaD sobre “Comunicação Estratégica e Incidência Política” já está com turma formada. A próxima formação presencial do Compartilhar Conhecimento será realizada em Salvador e terá a participação de representantes de organizações da região Nordeste. Já o primeiro curso na modalidade EaD têm início em outubro, sendo que as demais turmas receberão as formações no primeiro semestre de 2015.

 

Babette explica que a Educação a Distância não é uma metodologia, mas uma modalidade que comporta diferentes metodologias. Pensando nisso, faz todo sentido o desdobramento do Projeto, que conta ainda com mais duas frentes, além do eixo de formação: a frente de Orientação Jurídica e a Biblioteca Virtual. De forma integrada, o Compartilhar Conhecimento é um projeto que pensa o fortalecimento de um campo em prol de sua legitimidade e o reconhecimento de seu papel para o avanço da democracia.

 

 

Acesse mais informações no site da Plataforma EaD do Projeto.

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