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informes - ABONG

4235/06/2008 a 19/06/2008

Três miradas sobre a integracão

Diante dos desafios apresentados para a construção de uma agenda comum para os países latinoamericanos e para uma integração que supere o modelo baseado na economia, o Informes Abong ouviu lideranças de três países. E foi possível perceber que ainda há muito a lutar pela construção de um projeto de integração que respeite as necessidades, culturas e sociabilidades dos povos latinomericanos.

 

Jose de la Fuente, da Unitas – União Nacional de Instituições para o Trabalho de Ação Social, da Bolívia, afirma que “existe em comum um paradigma de alternativa ao neoliberalismo, mas as idéias centrais são de reação e oposição”. Para ele, é preciso avançar na afirmação das diversidades e na construção de um sentido comum para a democracia. “Precisamos de um referente. Um horizonte de democracia e equidade, como por exemplo, nos dão as agendas da soberania e dos recursos naturais”.

Concretamente, de la Funte propõe que “apertemos o passo, porque estamos sendo contemplativos/as e lentos/as; e construamos idéias mais claras e mais radicais, para animar movimentos e organizações com ousadia, que é o que nos falta na América Latina”.

A ousadia proposta por de la Fuente ganha outras formas na voz de Victor Benitez Insfrán, coordenador da Pojoaju – Associação de ONGs do Paraguai. Ele afirma que é preciso analisar o projeto de integração diante do novo cenário da região, sem ingenuidade e sem acatar à “economização” promovida pelos governos, mas fazendo frente a ela.

 

A estratégia para dar conta deste desafio é a concretude. A Pojoaju deu início a um diálogo com organizações, movimentos e partidos da região sobre o Tratado de Itaipu. A associação propõe a renegociação do tratado e o preço justo, entendendo-os como “uma restituição de direito”. “A proposta vem sendo construída desde 2005, com partidos, ONGs, movimentos e sindicatos do Paraguai.

 

Foi apresentada ao presidente, que a tornou uma bandeira. E é nossa agenda prioritária para articular com o restante da AL”, afirma Benitez. Ele reconhece que haverá barreiras à proposta, mas aposta na sociedade civil, em especial na brasileira. “Tensões serão criadas, e delas podemos chegar a um acordo. O tratado não está escrito em uma pedra e pode ser revisto a qualquer momento”, afirma.

Nhelsyr Gonzalez, da Ação Campesina da Venezuela, também fala de barreiras à integração e afirma que a história da America Latina é repleta de desentendimentos. O grande desafio para ela é a construção de agendas comuns e consensos. Começando pelo próprio país. “Como é possível caminhar para a construção de uma agenda latinoamericana, sem darmos conta da construção de um acordo interno? Precisamos assumir a debilidade dos partidos e das organizações no país, enfraquecidos pela chegada ao poder bolivarianismo, e superá-las em primeiro lugar”, diz.

 

“Compartilhamos do mal de toda America Latina, da necessidade de uma alternativa ao estado de coisas, ao neoliberalismo, e o presidente Chávez não se coloca como interlocutor”, critica. Para Nhelsyr, as organizações venezuelanas precisam seguir na luta por recursos e reencontrar seu papel na sociedade, diante dos desafios colocados pelo projeto bolivariano. “E ainda assim, depois de termos superado as questões internas, teremos que superar a história de inúmeras tentativas, poucas conquistas e poucos acordos na America Latina”, diz.

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