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informes - ABONG

52806/11/2014 a 04/12/2014

Planejamento e diversificação são aspectos importantes na hora de mobilizar recursos, ressaltam especialistas

Por Nana Medeiros

 

Em janeiro de 2014, a Abong iniciou um projeto com vistas ao fortalecimento de sua base associativa e outras organizações do campo Abong (de defesa de direitos e bens comuns), sendo uma de suas vias a formação de representantes de Organizações da Sociedade Civil OSCs) nos temas Gestão e Desenvolvimento Institucional. Desde então, o projeto Compartilhar Conhecimento: uma estratégia de fortalecimento das OSCs e de suas causas, patrocinado pela Petrobras, vem contribuindo para o fortalecimento político das instituições, buscando qualificar suas ações em termos de articulação, ação coletiva e diálogo com a sociedade.

 

Até o momento foram realizadas três cursos presenciais, no Rio de Janeiro (RJ), em Porto Alegre (RS) e em Salvador (BA). O último será realizado no final deste mês, em Belém (PA). Essa primeira etapa presencial teve como tema “Mobilização de Recursos”, assunto de grande importância e interesse por parte das entidades, principalmente no que se refere à discussão sobre a sustentabilidade financeira dessas organizações.

 

Segundo Michel Freller, consultor e especialista no assunto e formador no Projeto, normalmente, as necessidades das organizações são maiores do que seus recursos disponíveis. Um dos motivos para isso, para ele, é a grande concorrência entre as entidades no acesso às mesmas fontes de recurso sempre . “O grande desafio é saber planejar e diversificar as fontes, o que contribui também para ampliar a legitimidade das organizações.”

As formações oferecidas pelo Compartilhar Conhecimento capacitam,, justamente, pessoas que atuam no campo a criarem novas estratégias de mobilização de recursos, desenvolvendo novos caminhos e oportunidades.

 

Para João Paulo Vergueiro, da Associação Brasileria de Captação de Recursos (ABCR), estimular as organizações para a criação de uma cultura de planejamento é um grande desafio. Segundo a pesquisa Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (FASFIL), lançada em 2010, , 70% das organizações sequer possuíam funcionários/as registrados. “Essa realidade precisa mudar, pois a captação de recursos é uma ação que precisa ser feita de dentro para fora, com o pedido de doação vindo da própria organização, para multiplicar suas ações e garantir sua sustentabilidade”, afirma Vergueiro.

 

Neste sentido, há uma preocupação, tanto da Abong quanto das organizações participantes do Projeto, no sentido de preservar os princípios e valores das OSCs no processo de captação. “Cada organização, independente de sua causa, precisa, primeiramente, discutir princípios e valores, para depois analisar qual estratégia de captação atende a sua necessidade”, afirma Freller.

 

Outro estímulo necessário, na opinião de Vergueiro, é com foco na própria sociedade pela realização de doações. “Não aprendemos que é importante doar, não somos ensinados na família, na escola, no trabalho, pela mídia. Assim, não temo estímulos pessoais para doar”, afirma.

 

Para ele, falta no Brasil uma legislação única e simplificada que possibilite a concessão de incentivos fiscais para quem realiza doações para Organizações da Sociedade Civil.

 

Saiba mais

 

Em entrevista à Abong, João Paulo Vergueiro explica melhor os mecanismos de mobilização de recursos entre OSCs, seus desafios e o que é necessário mudar. Leia a entrevista na íntegra aqui.

 

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