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41726/02/2008 a 10/03/2008

8 de março: Dia Internacional da Mulher

No próximo 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o movimento feminista e de mulheres marcará todo o Brasil com inúmeras atividades e mobilizações. Muitas ações também serão realizadas durante todo o mês. Lutas, reivindicações, conquistas serão alguns dos temas das pautas de debates, audiências, oficinas, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) – as duas correntes do movimento, que reúnem diversas articulações, organizações e mulheres de todo o país.

Silvia Camurça, integrante da secretaria executiva da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, relata que, na AMB, a luta feminista por direitos para as mulheres avança neste ano para enfrentar o contexto da globalização. “Sob a égide dos interesses do capital e da doutrina neoliberal, a globalização impõe recuos enormes às conquistas históricas do feminismo e dos movimentos sociais: cresce a desproteção social ao trabalho das mulheres com a desregulamentação dos contratos de trabalho, cresce a privatização dos serviços públicos que ameaçam a saúde pública e universal, a educação como direito humano”, critica.

Segundo Silvia, o contexto exige também manter a luta contra os fundamentalismos religiosos. A AMB lançará nacionalmente, em 8 de março, uma Carta Aberta aos/às parceiros/as e aliados/as dos movimentos sociais, tratando de apresentar as razões políticas e éticas do "Por que defendemos a legalização do aborto". Além do aborto, três outras frentes de luta estarão guiando as manifestações do 8 de março. “Em vários Estados a insígnia orientadora de nossa ação será Direitos não são mercadoria; em outros,  focaremos nos desafios da participação política das mulheres no contexto eleitoral, além da luta pelo fim da violência, uma prioridade permanente.”

Sonia Coelho, integrante da equipe da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), avalia que hoje se vive, sob o neoliberalismo, um ataque aos direitos da classe trabalhadora. “E apesar de as mulheres terem alcançado um importante nível de escolaridade, continuam ganhando cerca de 30% menos do que os homens, como mostram todas as pesquisas”. Além disso, salienta, a participação das mulheres no mercado de trabalho continua crescendo, mas continuam ocupando os cargos menos qualificados e há um contingente expressivo no trabalho doméstico. “O trabalho das mulheres continua desvalorizado, ou seja, prevalece uma divisão sexual do trabalho, que empurra as mulheres para trabalhos desqualificados, com salários mais baixos, e naturaliza a dupla jornada”, pontua.  

Para Sonia, entre os avanços conquistados pelo movimento está a incorporação da pauta feminista pelas articulações e alianças nos debates gerais, como soberania alimentar, integração regional, no Fórum Social Mundial. “A  Marcha Mundial tem dado uma contribuição expressiva para tal.” E um dos desafios, conforme ela, é articular uma luta ampla pela legalização do aborto. “Esta é uma questão fundamental para que avancemos na construção da igualdade e autodeterminação das mulheres.”


Participe: :www.articulacaodemulheres.org.br e www.sof.org.br/marcha/

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