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informes - ABONG

41726/02/2008 a 10/03/2008

Juventude e integração sulamericana

O que querem e o que pensam os(as) jovens que participam de organizações e movimentos juvenis na América do Sul? A pergunta orientou a pesquisa qualitativa “Juventude e Integração Sul-Americana” – coordenada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais (Pólis) e apresentada no Brasil em 18 de fevereiro – que ouviu, ao longo de 2007, 960 jovens e especialistas em juventude em seis países da América do Sul: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia.

O objetivo do trabalho, que tem o apoio do International Development Research Centre (IDRC, Canadá) e foi executado por instituições locais de pesquisa, foi levantar subsídios para a criação e o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas para os/as jovens, especialmente no âmbito do Mercosul – que desde 2006 possui uma instância específica para a formulação de políticas para este segmento.

Por meio de grupos de discussão e entrevistas, os/as pesquisadores/as ouviram, entre outros/as, cortadores/as de cana (Brasil), integrantes de movimentos hip-hop e estudantis, jovens empregadas domésticas (Bolívia). Entre as 19 situações estudadas, foram identificadas seis demandas principais, que nortearão a construção de uma agenda comum e serão encaminhadas, juntamente com suas recomendações, às instâncias dos governos que elaboram políticas para a juventude nos países pesquisados. São elas: Educação (de qualidade- com ênfase na formação profissional), seguida por Trabalho,  Transporte, Cultura, Segurança e Ecologia.

No que concerne às observações gerais da Pesquisa, quando questionados/as sobre integração latino-americana, uma parcela dos/as jovens entrevistados/as remete ao passado citando Simon Bolívar e/ou líderes do presente como Evo Morales (presidente da Bolívia) e Hugo Chávez (presidente da Venezuela). Quanto ao movimento estudantil secundarista, a “Revolta dos Pingüins” (movimentação dos estudantes chilenos em 2006) tornou-se ponto de referência sul-americano. E o Fórum Social Mundial – em suas diferentes versões regionais e temática – tem se apresentado como uma possibilidade de intercâmbio entre jovens latino-americanos/as.

Diante disso, foi recomendado o incentivo a Projetos e Programas governamentais e não-governamentais que visem a: aumentar o conhecimento sobre a realidade dos jovens sul-americanos; identificar tensões e pontos de convergência; ampliar as possibilidades de maior intercâmbio entre os jovens e suas iniciativas e, como conseqüência, incluir na agenda pública a questão da integração juvenil sul-americana.

Em termos de Políticas Públicas de Juventude, ainda que a criação de espaços institucionais represente um avanço (todos os países pesquisados possuem órgãos governamentais vinculados às questões juvenis), as respostas revelam que são grandes os desafios para a plena vigência dos direitos dos jovens sul-americanos. (Por Rogério Jordão).

Os relatórios da Pesquisa estão disponíveis no site do Ibase: www.ibase.org.br

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