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41628/01/2008 a 4/02/2008

OPINIÃO - Semana de Mobilização e Ação Global: Um espaço de articulação de lutas e alternativas na perspectiva de um mundo mais justo e solidário

Com o processo que vem se construindo paulatina e firmemente em torno da utopia de que UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL, como define o Fórum Social Mundial (FSM), organizações não-governamentais, entidades populares, movimentos sociais e inter-religiosos, pessoas e grupos vêm criando, em várias partes do mundo, alternativas de diálogo entre os/as diferentes e as diferenças.

 

Assim, trazem para dentro da roda toda a pluralidade, diversidade e riqueza de culturas, visões, experiências e alternativas que, dia-a-dia, mesmo remando contra a maré da globalização neoliberal, esses diferentes sujeitos político-culturais vão produzindo por meio das suas lutas locais, regionais ou internacionais, a globalização da esperança por um mundo mais justo, mais humano, mais igual nas oportunidades de acesso à cidadania e, portanto, aos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais.

No ano em que não se realiza o grande momento centralizado do Fórum Social Mundial, que é a culminância de diferentes processos que vão se gestando nos vários continentes, países e cidades do mundo inteiro, o Conselho Internacional (CI) do FSM decide pela realização da Semana de Mobilização e do Dia de Ação Global – ocorrido em 26 de janeiro –, despertando, estimulando e mobilizando corações e mentes para uma chamada de atenção sobre alguns pilares hegemonizados pelo mercado.

 

Pilares como o machismo, o racismo, a degradação ambiental, a destituição das identidades nacionais e dos direitos, entre outros, que o neoliberalismo insiste em sedimentar e que vêm produzindo cada vez mais injustiça, desigualdades, concentração de renda, miséria, violência urbana e rural, intolerância racial, étnica, religiosa e crimes ambientais.

A força gerada pela coragem e pela crença de que um outro desenvolvimento é possível – pois, merecemos ser respeitados/as nas nossas terras, culturas e dignidade de pessoas humanas – é que uniu e moveu milhões de pessoas do mundo inteiro, para visibilizar sua união, suas lutas e bandeiras denunciando a opressão e anunciando alternativas, que encheram de cor e movimento as ruas de mais de 80 países.

No Brasil, em 19 Estados, houve diferentes formas de mobilização e ação. Em Belém do Pará, na Região Amazônica, no dia “D” da Mobilização e Ação Global, realizou-se um cortejo político-cultural que embalou mais de 6 mil pessoas, em uma pequena mostra da diversidade e pluralidade de debates e vozes que esperam pelo FSM, que aportará na capital paraense em janeiro de 2009.

O tempo chuvoso, bem característico da região nesta época do ano, não conseguiu aplacar as altas temperaturas amazônicas, muito menos o calor humano que surgiu da união dos diversos grupos, entidades, movimentos, redes e grupos culturais, étnicos, como os/as indígenas, os/as quilombolas, trabalhadores/as rurais, pescadores/as e jovens de vários cantos do Pará, que marcharam juntos/as para mostrar que Belém deu a largada e se prepara para receber o FSM 2009. O chamado para a grande marcha também foi atendido por centenas de cidadãos e cidadãs paraenses que não integram nenhuma entidade da sociedade civil organizada, mas que decidiram se unir ao cortejo por acreditar que um outro mundo é possível e necessário.

O combate ao colonialismo, patriarcado, neoliberalismo, racismo, trabalho escravo e a outras diversas formas de exploração e preconceitos estiveram presentes em cartazes, performances, danças, músicas e até mesmo no silêncio. Grandes bocas de papel, distribuídas entre a multidão com os dizeres “Tua boca é fundamental para o fim do racismo”, foi uma entre as tantas manifestações.

Essa marcha popular em Belém conseguiu mostrar para a própria região, para o Brasil e para o mundo que as bandeiras de lutas locais evidenciadas no cortejo são, na verdade, as lutas travadas em todo o planeta. Temas como o racismo, os direitos das mulheres, das crianças, a preservação ambiental e os pedidos de paz são anseios de todos os povos.

 

O cortejo encerrou uma semana inteira de mobilização. Foram cinco dias e mais de 40 atividades, entre seminários, mostras de vídeos, plenárias, oficinas, palestras e diversas outras manifestações que envolveram dezenas de entidades do movimento social, vários municípios e as populações locais, como um sinal de que Belém e a região estão firmes no propósito de construir, juntamente com pessoas de todo o mundo, a primeira edição do Fórum Social Mundial na Amazônia.

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