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informes - ABONG

40927/11/2007 a 3/12/2007

Chega de manipulação!

Apesar da central importância que o tema dos transgênicos representa para a sociedade – já que lida a um só tempo com agricultura, meio ambiente, alimentação, saúde e consumo – , muitas vezes a questão é colocada de forma simplista: ser contra ou a favor. Promovida por boa parte da mídia, essa polarização mais tende a firmar pontos de vista dogmáticos do que a informar e promover um debate de conteúdo sobre o papel da ciência e das novas tecnologias na sociedade contemporânea.

Dessa forma, além de despolitizado, o debate fica desigual, pois a transgenia acaba assumindo o papel de sinônimo de biotecnologia, esta o de sinônimo de ciência, e esta, por sua vez, como algo que conduz a sociedade necessariamente ao desenvolvimento. Visto assim de forma ideologizada, sobra aos críticos e críticas dos transgênicos o rótulo de “serem contra tudo”. Novamente, para prejuízo do debate, acaba-se por criar um certo preconceito ou mesmo suspeição contra os atores, sejam eles da sociedade civil ou da academia, que foram na verdade os responsáveis por tornar público o tema dos transgênicos.

Diante disso, a análise Chega de Manipulação, efetuada no livro Transgênicos – sementes da discórdia, discute como a promoção dos transgênicos vem sendo feita com base na negação de um conjunto crescente de evidências que questionam não só a segurança desses organismos como também a sua base conceitual.

 

Esse paradoxal bloqueio científico tem como objetivo proteger o mercado dos transgênicos que vem, com seu mote de defesa da “ciência” e com novos atores em cena, moldando a seu favor marcos legais e institucionais no campo da propriedade intelectual e da avaliação de risco destes organismos. O caso da liberação do milho transgênico no Brasil é apresentado para ilustrar a operacionalização desse movimento.

Por fim, discute-se o problema por ora insolúvel da corrente contaminação de sementes e lavouras de agricultores e agricultoras que não querem plantar transgênicos e o que isso representa para a sustentabilidade do desenvolvimento rural, quando contrastado com o crescente processo de transição da agricultura com base no enfoque da agroecologia. (Por Gabriel B. Fernandes).

Este texto é resumo do capítulo de mesmo nome, de autoria de Gabriel B. Fernandes, da AS-PTA, e integra a recém-lançada publicação Transgênicos – Sementes da discórdia (Ed. Senac), organizada por José Eli da Veiga, da qual constam também textos de Antonio Marcio Buainain e José Maria da Silveira, da Unicamp, de Gabriel B. Fernandes e de Ricardo Abramovay, da FEA/USP.

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