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53502/07/2015 a 06/08/2015

Organizações da Sociedade Civil no caminho da gestão democrática e transparente

Formação promovida pela Abong busca capacitar gestores/as de OSCs para a aplicação da gestão democrática em suas entidades

 

Por Marcela Reis, da Abong

“A importância da gestão democrática nas Organizações da Sociedade Civil (OSCs) está no compartilhamento das decisões tomadas pelas instâncias decisórias. A questão central é que todos compreendam a deliberação: isso é fundamental para a saúde, coerência e construção coletiva da organização.”

 

A síntese de Adriana Ramos, membro da Direção Executiva da Abong e secretária executiva adjunta do Instituto Socioambiental (ISA), resume a linha orientadora do curso do Projeto Compartilhar Conhecimentos, da Abong, cujo tema é “Gestão Democrática e Transparência”.

 

Estruturado com o objetivo de fortalecer institucionalmente as Organizações da Sociedade Civil a partir do desenvolvimento de práticas de gestão democrática, o curso contribui para que os/as gestores/as das OSCs entendam as práticas de gestão democrática, tracem uma visão sistêmica da temática, se apropriem das ferramentas de gestão para aplicá-las em suas organizações com maior eficácia e desenvolvam práticas de colaboração.

 

A primeira formação aconteceu na modalidade EaD (Educação à Distância), de abril a junho. Uma segunda turma receberá a formação também nesta modalidade entre julho e setembro. Durante esse mesmo período, serão realizados quatro cursos presencias, com turmas distintas, nas diferentes regiões do Brasil.

 

A questão central, para Ramos, é prioridade nessa formação: democracia. Segundo ela, a gestão nesse formato promove qualificação das ações das OSCs, capacidade de ação coletiva e diálogo direto com a sociedade.

 

Para Renato Bock, do Centro de Trabalho Indigenista - um dos/as participantes do curso na modalidade EaD -, esse tipo de formação é essencial para os/as gestores/as de OSCs porque “há muita prática, mas são poucos os momentos de reflexão sobre as ações e o tipo de gestão. Uma organização que se propõe a ofertar e prover serviço à sociedade civil tem que ter envolvimento com a democracia, isso é essencial.”

 

A formação na modalidade EaD é realizada efetivamente em grupo, no momento em que acontece. A interação e produção conjunta de conhecimentos são essenciais para alcançar os objetivos propostos. “A formação foi muito importante para o dia a dia na organização. Conhecer diversas entidades e participar do curso com elas foi fundamental para a troca de experiências em gestão, colaboração e aprendizado”, conta Neziane Folle, da Assesoar - Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural - também participante da formação EaD.

 

O Projeto Compartilhar Conhecimentos também tem como intuito auxiliar as OSCs para além do avanço político-institucional, contribuindo para a sustentabilidade, defesa de direitos e desenvolvimento socioambiental. A articulação das organizações em rede fortalece as ações coletivas, a promoção de direitos humanos e as práticas envolvendo novos modelos de desenvolvimento. “A construção de uma comunidade foi essencial para a formação: os cursos EaD necessitam mais da troca de experiências e conhecimentos, promovendo maior autonomia para lidar com o conteúdo apresentado”, conta Alexandre Randi, formador responsável pela temática no Projeto.

 

Para Ramos, cada organização deve encontrar a sua dinâmica de gestão de acordo com sua proposta. E completa dizendo que “a gestão institucional, além de agregar as instâncias estatutárias e de coordenação, deve ter a participação de todos/as para que haja um equilíbrio dos diversos setores e modalidades.”

 

“O termo ‘gestão’ tem várias concepções, mas, no geral, gestão significa organizar sua prática ou seu trabalho de uma forma bem estabelecida. Já ‘gestão democrática e transparente’ é um termo bem específico: a polarização entre organização e participação com transparência é o que torna a gestão voltada para as demandas sociais e para o exercício da defesa de direitos”, aponta Randi.

 

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