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informes - ABONG

4066/11/2007 a 12/11/2007

Vinte anos de luta por uma sociedade sem manicômios

O Movimento da Luta Antimanicomial completará no Brasil, em dezembro, 20 anos. Uma luta que teve como marco inicial uma mobilização ocorrida nesse mesmo mês, em 1987, quando cerca de 300 manifestantes foram às ruas da cidade de Bauru, no Estado de São Paulo, para reivindicar uma sociedade sem manicômios. Naquele momento, também foi redigido um importante documento: a Carta de Bauru.

E, desde 1987, muitos fatos ocorreram, como salienta a psicóloga Elisabeth Arouca Carossi, presidente da Associação SOS Saúde Mental Ecologia e Cultura e integrante do Fórum Social por uma Sociedade sem Manicômios, da cidade de São Paulo: hospitais foram fechados, vários serviços substitutivos foram criados, a questão dos direitos humanos dos/as usuários/as foi bastante discutida, o movimento divulgou sua luta por todo o Brasil.

 

“Conseguimos também falar dos abusos da psiquiatria brasileira, porém, precisamos analisar o que significou avanço”, comenta. “Isto porque não vemos grandes alterações na vida dos usuários nem avanços nos serviços criados, pois na sua maioria estão sucateados e alguns até se transformaram em novas formas de asilamento, como casas de repouso, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), casas de internação para drogadição, indústria farmacêutica, etc.”

Elisabeth adverte que muitas pessoas continuam morrendo nos hospitais psiquiátricos no Estado de São Paulo, como aponta um levantamento que está sendo feito por entidades ligadas aos movimentos sociais que têm se reunido no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), considerando Febens, presídios e os/as jovens da periferia.

 

“Em 1987, o movimento, na sua fundação, não se comprometeu somente com a reforma psiquiátrica no que diz respeito à assistência: no seu manifesto, questiona esta sociedade de exploração e opressão, se compromete a contribuir para a transformação radical da sociedade, defendendo os usuários e a população em sua diversidade.”

Nessa direção, ela considera que não há preocupação com a saúde geral da população brasileira, visando a resolver suas necessidades mais elementares, como comer, trabalhar, morar, lazer, segurança... “O sistema produz a doença e depois descobre um remédio para ela. Assim é a saúde do povo brasileiro: vivemos de remediar”, problematiza. “E o governo federal deveria indicar diretrizes políticas para o funcionamento dos serviços de saúde municipais, pois o investimento acontece só nos serviços de Caps, mas os municípios que não montam estes Centros não têm verba para nada.”


Em debates

A presidenta da SOS Saúde Mental destaca que na próxima semana, no período de 14 a 18 de novembro, acontecerá a 13ª Conferência Nacional de Saúde. “São nesses fóruns que devem ser decididos os rumos da saúde brasileira”, observa.

Em dezembro, entre os dias 6 e 9, Bauru será a sede do Encontro Nacional 20 anos em luta por uma sociedade sem manicômios, realizado pelo Conselho Regional de Psicologia SP, Unesp, Bauru Prefeitura Municipal, Conselho Federal de Psicologia, com o apoio de diversas entidades e do Movimento Nacional. Já em São Paulo, informa Elisabeth, O conformismo como cultura manicomial: a morte da rebeldia será o tema do debate do Fórum Social por uma Sociedade sem Manicômios, que acontecerá em 4 de dezembro, na Câmara Municipal.

Encontro Nacional: http://www.pol.org.br/lutaantimanicomial/ Encontro em SP: sem_manicomios@yahoogrupos.com.br

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