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informes - ABONG

53606/08/2015 a 03/09/2015

Após dois anos de negociações, é definida nova agenda de desenvolvimento pós 2015

O acordo foi finalizado no último domingo (02/08), em Nova Iorque, e contou com ampla participação da sociedade civil

Chegou ao fim no último domingo (02/08), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA), a última rodada de negociações dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O evento, que incluiu uma série de atividades, plenárias, reuniões e debates com participação de negociadores e diplomatas de Estados-membros da ONU e representantes da sociedade civil global, definiu a Agenda Pós-2015, que estabelece 17 Objetivos e 169 Metas para acabar com a pobreza até 2030 e promover universalmente a prosperidade econômica, o desenvolvimento social e a proteção ambiental.

“Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” engloba uma agenda universal, transformadora e integrada.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, parabenizou o acordo, afirmando que este “busca garantir a paz e a prosperidade e forjar uma parceria com as pessoas e o planeta”. Ele adicionou que o Sistema ONU se mantém pronto para apoiar a implementação da nova agenda.

O documento amplia os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) adotados em 2000, que respondiam a uma gama de questões que incluíam reduzir a pobreza, doenças, desigualdade de gênero e promover o acesso à água e ao saneamento até 2015. Os ODS e a agenda mais ampla de sustentabilidade têm a erradicação da pobreza como o objetivo primordial e buscam a integração das três dimensões do desenvolvimento sustentável – econômica, social e ambiental. Visam a superar barreiras como a desigualdade, o consumo e os padrões de produção insustentáveis, infraestrutura inadequada e falta de empregos decentes. A dimensão ambiental é coberta com metas sobre os oceanos e recursos marinhos, bem como sobre os ecossistemas e a biodiversidade.

 

Para os/as representantes da sociedade civil brasileira que acompanharam o processo integralmente, o documento é uma vitória do multilateralismo. “A ONU ter acordado uma agenda única para tratar de 17 dos grandes problemas do mundo com o foco principal de erradicar a pobreza nos próximos 15 anos é desafiador. Se vai dar certo ou não, vai depender muito de nossa capacidade de incidir politicamente junto aos governos e ao setor privado”, avalia Alessandra Nilo, coordenadora geral da Gestos - Soropositividade, Comunicação e Gênero e diretora estadual da Abong - Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns em Pernambuco.

A nova agenda de desenvolvimento pede uma ação por todos os países, pobres, ricos e de renda média. Os Estados-membros se comprometem a não deixar ninguém para trás. O “cinco Ps” – pessoas, planeta, prosperidade, paz e parceria – mostram um pouco acerca do amplo alcance da agenda.


Os meios de implementação delineados no documento final focam em finanças, tecnologia e desenvolvimento de capacidades. Os Estados-membros destacaram que as transformações desejadas exigirão o abandono do chamado business as usual – a forma como tradicionalmente são realizados os negócios – e a intensificação dessas transformações necessitará da cooperação internacional em muitas frentes.

Uma arquitetura de acompanhamento e avaliação – elemento central do documento final – será fundamental para apoiar a implementação da nova agenda. O Fórum Político de Alto Nível sobre desenvolvimento sustentável, criado após a Conferência Rio+20, será o ápice para o acompanhamento e avaliação dos ODS, desempenhando um papel central.

Mais de 150 líderes mundiais são esperados para a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável na sede da ONU, em Nova Iorque, entre 25 e 27 de setembro, para formalmente adotar o documento final acordado neste fim de semana.

O rascunho do acordo pode ser encontrado aqui.


Fonte: Brasil no Pós 2015

 

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